O QUE DISSERAM OS LEITORES

Os leitores sempre se manifestam quanto aos textos publicados às quintas-feiras, principalmente no tocante aos descendentes de italianos e sua influência na formação da rua Ruy Barbosa que, com razão, ganhou o apelido de rua da polenta. Então, vamos relembrar o que eles disseram, como as memórias de dona Nair Romão, que comentou o seguinte: “nessa rua vivi uma infância maravilhosa, rodeada de amigos que tenho em minhas lembranças até hoje. Meus pais já se foram para a eternidade. Mas a rua me faz lembrar de coisas deliciosas e a casa onde morei e vivi até meus vinte anos, continua lá, igualzinha como em minha infância. A advogada Célia Regina Pires Romão disse que a família era composta de fazendeiros do café. Meu avô os cultivava em grãos, fazendo as mudas que eram regadas por ele. E se elas não serviam, ele as vendia.

                                      José Aparecido Rodrigues, atualmente residindo em São José dos Campos, também morou na rua Ruy Barbosa e informa que a família tem ancestrais italianos: Toloi, Antonelli e Carnevalli. No texto publicado no último dia quatorze do corrente, relatado os detalhes históricos da cidade, baseado no livro “Jaú, a semente e a terra”, escrito pelo saudoso Waldo Claro, foram relacionadas diversas famílias de italianos proeminentes do início e meados do século passado. Meu filho André Ricardo também sentiu falta de menção à loja de dona Odete Migliorini que até bem pouco tempo permanecia aberta. Infelizmente, com o falecimento da proprietária, ela encerrou suas atividades.

                                      José Felício Rossi morou na Ruy Barbosa, onde seu pai possuía uma loja de ferragens. Ele disse que o último texto lhe proporcionou uma viagem ao passado, pois ali, no número 57 era a casa de seu avô Braz Domingos Rossi. Eurípedes Martins Romão estranhou a falta de menção dos Franceschi entre os italianos proeminentes do início do século passada. A respeito desse assunto, Celso Kuntz Navarro disse que a ausência dos mesmos é bem estranha, pois a contribuição deles para a economia de Jaú é inestimável. Os irmãos, imigrantes, trabalharam duro e montaram um verdadeiro império para a época, no negócio de açúcar e deram emprego para milhares de pessoas de forma direta e indireta.

                                      O dinâmico e empreendedor Alcides Bernardi Júnior informou que o projeto da Igreja de São Sebastião foi de autoria do doutor Adônis Maitino. Edson Moraes Maitino enviou a seguinte informação: “a propósito da construção da igreja de São Sebastião, meu pai, Roque Maitino, foi o responsável pela construção. Eu mesmo ajudei um pouco, carregando materiais de construção. A propósito, os padres Augusto Sai e Espírito Saavedra improvisaram uma espécie de quermesse, onde se apresentaram diversos artistas da cidade, inclusive minha mãe, dona Dirce Maitino. Por causa da celeuma sobre a frente da construção, o templo tem um formato redondo, com frente para todos os lados, contentando aos que queriam sua frente para o bairro e outros com a frente para o centro. Não sei se isso aconteceu mesmo, mas é o que consta. Tudo isso faz parte do que “disseram os leitores...”.