HISTÓRIAS DA RUA DA POLENTA

Os enfoques sobre a citada rua do título estão chegando ao fim, mas ainda restam algumas histórias para serem contadas. Jorge Carloni, por exemplo, residiu décadas naquela artéria e ele, juntamente com Geraldo Antonio Rodrigues, contam o seguinte: “falando da rua Ruy Barbosa ou rua da polenta, que tem o rio Jaú como divisa da rua Major Prado, onde ambas começam, cumpre salientar que no comecinho da citada rua, no lado esquerdo, na primeira casa, morava o professor Antonio Therézio. Logo em seguida uma escadaria que dava acesso a mais duas residências, moravam o senhor Agostinho Polônio e, na outra, o senhor José Gibim. Mais adiante havia a casa do senhor Pedro Polônio.”

Prosseguindo com as reminiscências, eles contam que: “em seguida vinha uma loja onde funcionava a relojoaria de Lauro Schiavo. Na sequência, logo ao lado, havia um corredor onde ficava a residência das irmãs Rosa e Bernadete, filhas do farmacêutico Jaciro Cremonesi. Logo em seguida, na outra casa, no mesmo local. Morava o senhor Edson Merighi e vinha ainda a residência do senhor José, que tomava conta da piscina. Prosseguindo, nesse mesmo lado esquerdo, havia a sapataria de Luizinho Carloni e, em seguida a Loja de Ferragens de Braz Domingos Rossi. Agora, passando para o lado direito da rua, no lado oposto, havia o salão de beleza de dona Dirce, esposa do senhor Edward Sávio...”.

Prosseguindo as memórias de Jorge Carloni que foi morador da rua durante toda sua infância e parte da mocidade, logo após o salão de beleza vinha a casa do senhor João Pavanelli, logo ao lado do posto de combustível que foi do senhor Durval Fiorelli. Na sequência, nos fundos, em um nível mais baixo, funcionava a oficina mecânica do senhor Alfredo e a funilaria de Odécio Boaventura. Voltando para o lado esquerdo, pegado à família Rossi, existia a loja de tecidos de dona Sáida e Moisés Mussi e, logo em seguida, o açougue do senhor Piola, a quitanda do Português e o bar do senhor Paulo Burini. Logo ao lado do mencionado bar, separado por um corredor, existia a bela residência do senhor Dick Auler, local onde se hospedou a cantora Ângela Maria, quando veio fazer uma apresentação em benefício da Matriz de São Sebastião.

Nesse passeio saudoso e despretensioso, Jorge continua contando que: “subindo a rua da polenta existia também a farmácia de Sério Spirandelli que depois passou para o Grassi e, em seguida, a sapataria do Guerino Salmazo e, vizinho, o escritório do doutor Ary Ferreira Dias. Logo ao lado havia um corredor com casas de aluguel, onde morava o senhor Vico e também a família do alfaiate Fabrício, depois proprietário da cancha de bochas, no local onde estivera a capela de São Sebastião durante a construção da belíssima matriz. Ainda do lado esquerdo encontrava-se a fábrica de caixas de papelão do senhor Romeu Tanganelli, que era sócio do Edward Sávio, pegado havia o bazar do senhor Vico Bragion e, logo em seguida, a residência de Chico Parise, que era proprietário do Salão Brasil, no centro da cidade. Havia ainda a casa de comércio de Felipe Di Chiachio e, pegado, a loja de propriedade de Odete Migliorini. E, para encerrar esse quarteirão, encontrava-se a residência do senhor Di More, que era cônsul da Itália. Essa casa, mais tarde, passou a pertencer ao senhor Carmello Gaita. São as “histórias da rua da polenta...”.


P.Preto é jornalista.
p.preto@hotmail.com

Texto da semana com duas fotos dos arquivos de Ítalo Poli Júnior.