“O QUE DISSERAM OS LEITORES”

Ao longo das semanas vou coletando comentários enviados pelos leitores referentesaos diversos assuntos abordados neste espaço. Devo dizer que o enfoque sobre o doutor Lopes Rodrigues, personagem que deu nome a uma tradicional escola, continua na berlinda. Diversos leitores se referiram à escola e as lembranças que ela deixou. Vera Lúcia Dangió contou que sente saudades do local onde cursou o ensino fundamental. Norberto Nicola também fez seus primeiros estudos no local.A leitora Maria de Fátima Daniel Muriano estudou naquele local e conta que ele era conhecido por “grupinho”, onde fez o curso primário. E acrescentou “o doutor Lopes Rodrigues gostava muito de cercas, pois a sua chácara, onde atualmente está o Museu, era uma verdadeira fortaleza”.

Em razão de sua postura, como prefeito, segundo memórias do senhor Osvaldo Aparecido Marques, impedindo a instalação do entroncamento ferroviário, que acabou não vindo mesmo, o doutor Francisco Zen Peralta assim se posicionou: “o homem prejudicou a cidade e ainda é visto como herói. O mencionado encontro de ferrovias elevou a cidade de Bauru, deixando Jaú à deriva.”. Maria Líbia Mosca concorda com a opinião do causídico. Disse que ele impediu o crescimento em proveito próprio. O grande radialista, Oscar Luiz Piconez, mais conhecido como Tati, que fez sucesso no rádio Jauense, quando aqui residia, deu a seguinte opinião: “a sua estátua deveria estar em Bauru, pois foi essa cidade que se beneficiou. Só o Sesi tem duas escolas...”.

De São José dos Campos, onde reside, José Aparecido Rodrigues disse que fez o primeiro ano no Instituto, mas entre 1959 a 61 transferiu-se para o Lopes. Paulo Tureta conta que estudou lá do jardim da infância até o quarto ano. O jauense carioca Celso Kuntz Navarro informou o seguinte: “se o doutor Lopes Rodrigues era tudo aquilo em termos de bagagem cultural, o seu ato de impedir a instalação do entroncamento da Paulista com a Noroeste, foi uma atitude impensada. Esse encontro de ferrovias acabou indo para Bauru que era uma vilazinha de 10.000 habitantes. Hoje tem quase 400.000 moradores. Foi fundada 43 anos depois de Jaú. Sua terra é ruim e dá um baile em nossa cidade. Por falar nisso, vi jogado em um canto, nesse museu de Jaú, o busto do inesquecível, honorável, honrado, majestoso Pacífico que, em nossa mocidade, acreditávamos ter sido ele o introdutor da zona boemia e a ele nós, os jovens de então, prestávamos nossos agradecimentos ajoelhados...”.

Sérgio de Souza Gomes, o renomado Mentreveli, completou sua informação inserida no primeiro texto sobre Lopes Rodrigues, dizendo que: “...lá em 1959, o prédio da escola Lopes Rodrigues foi reinaugurado após uma grande reforma. A escola tinha, então, vinte e poucos anos. O diretor era o senhor Paulo Brizola Tavares que fez uma requisição para o diretor do então Grupo Escola Major Prado, senhor Mário de Almeida Rocha, para que eu pudesse tocar nessa festa. Fomos o Bambuzinho, o saudoso Coca Morelli, o Walter Romano e eu abrilhantar o acontecimento. A temporada da escola na Academia de Comércio Horácio Berlinck foi para que o prédio do grupinho pudesse ser reformado. Das professoras lembro-me da senhora Geny Rezende e Terezinha Sampaio Tavares. O senhor Sebastião Fonseca, pai da Iara, Araci e Wanda era o servente masculino e dona Célia Cruz respondia pelo setor feminino...”.

João Foganholo informa que se mudou para as proximidades da Praça dos Estudantes em 1955, quando ainda era moleque e andava pelas pela região toda com os colegas. Ele garante que o início da escola Lopes Rodrigues foi na esquina das ruas Tenente Navarro e Aristides Lobo Sobrinho, em um espaço cedido pela família Miraglia que ali possuía uma chácara, com piscina ao lado, aonde ele e a turminha das imediações iam nadar sem autorização, apenas pulando o muro. Contou mais que quem ocupou espaço na Academia Horácio Berlinck foi o início de uma escola elaboradapelo Centro Educacional 139 do Sesi, cuja professora era dona Maria Cecilia Ferreira Dias Auler. Esses são detalhes da história da cidade e, principalmente, “o que disseram os leitores...”.

 

P. Preto é jornalista.

p.preto@hotmail.com

jornalista e colunista do Comércio do Jahu por 51 anos