Museu relembra viagem épica pelas Américas

Neste mês, um museu dedicado a Mário Fava será aberto em Bariri, contando a história de uma das maiores aventuras já realizadas no mundo

Por José Luiz H. Galazzini 08/07/2018 - 21:54

O Museu Mário Fava será inaugurado em Bariri no próximo dia 21 de julho, sendo todo dedicado a uma das aventuras mais épicas já realizadas e documentadas até hoje, a viagem de três brasileiros para definir a abertura da Carretera Pan-Americana, que atualmente forma um conjunto de rodovias ligando as três Américas, desde o Canadá até o Chile e Argentina, no sul do continente.

O traçado principal foi percorrido durante mais de uma década, entre 1928 e 1938, quando Leônidas Borges de Oliveira, Francisco Lopes da Cruz e Mário Fava, este último nascido em Bariri, percorreram durante dez anos o percurso de mais de 27 mil km entre o Rio de Janeiro, no Brasil, e Nova York, nos Estados Unidos, a bordo de um Ford T e de uma caminhonete da Ford, abrindo caminho entre campos, florestas, montanhas, pântanos e rios.

Agora, a memória deste viagem épica passará a ser de acesso do grande público, com a inauguração do museu que leva o nome de um dos heróis, Mário Fava, nascido em Bariri. Sua história na aventura começou quando Oliveira e Cruz passavam pela região, em Pederneiras, onde Fava trabalhava como mecânico. Os três cruzaram 15 países. Na América do Sul, passaram por Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. Na América Central, atravessaram todos os países da parte continental, no caso Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala, entrando finalmente na América do Norte, onde passaram pelo México e Estados Unidos.

Ao final da viagem, já em território dos Estados Unidos, foram recebidos pelo fundador da Ford, Henry Ford, em Detroit, que ofereceu um bom valor em dinheiro para ficar com os carros usados na expedição, após verificar que se tratavam de modelos originais. O pedido foi recusado, uma vez que os três aventureiros consideravam que os veículos pertenciam ao povo brasileiro, e deveriam retornar ao Brasil, o que ocorreu. Em Washington, o grupo foi recebido na Casa Branca pelo então presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e, ao chegarem ao Brasil, no Rio de Janeiro, se encontraram com o então presidente Getúlio Vargas.

O museu vai ocupar o prédio da antiga Sociedade Italiana de Bariri, que foi recuperado. Isso possibilitará, ainda, a preservação de um patrimônio histórico do município, avalia José Augusto Barboza Cava, um dos responsáveis pela montagem do museu.

ABERTURA

O Museu Mário Fava será inaugurado no próximo dia 21 de julho (sábado), às 11h, na rua Tiradentes, 410, em Bariri, com a presença de autoridades, convidados e dos cinco fundadores do museu, Aziz Cidid Neto, Ari Francisco Fiadi, José Augusto Barboza Cava, Osni Ferrari e Ângelo Roberto Falseti. O arquiteto Luís Carlos Viccari Filho é o responsável pela obra, iniciada em agosto de 2016, sob a coordenação de Falseti.

Nos dias seguintes, o museu já será aberto para visitação do público, com preço de R$ 10,00 para a entrada. Assim que o visitante chegar ao local, verá o mapa da viagem e jornais que relembram a história do prédio. No salão principal, a grande atração do museu, o Ford T de 1918/1919 da viagem, carro que completa 100 anos em 2018. O espaço conta ainda com uma estátua de Fava e fotos que contam um pouco da aventura. No fundo do prédio, em um local que era livre, foi construído um salão com capacidade para mais de 60 pessoas, para que grupos maiores possam ter acesso a detalhes da história, através de vídeos e palestras, e ainda com possibilidade de realização de eventos.

Região é polo de desbravadores

Acervo Beto Braga
Mário Fava ajudou a traçar a Pan-Americana

A região pode ser considerada um polo de desbravadores e pioneiros, em diversas áreas. Mário Fava esteve na viagem que definiu o traçado da rodovia Pan-Americana, e em 1927, João Ribeiro de Barros, de Jaú, foi o primeiro aviador das Américas a realizar um voo transatlântico, entre a Europa e a América, a bordo do hidroavião Jahu. E em 2006, Marcos Pontes, de Bauru, foi o primeiro e até o momento único astronauta brasileiro e a primeira pessoa da América do Sul a ir ao espaço, em viagem que durou alguns dias até a Estação Espacial Internacional (EEI). Tanto Barros quanto Pontes receberam homenagens em suas cidades após concluírem seus desafios pioneiros em cada área.

Nasa/Arquivo
Marcos Pontes na época de sua viagem espacial

Brasileiros ajudaram a unir continente

Construção das rodovias ligando vários países só foi possível graças ao trabalho pioneiro do grupo?

Fotos: Thiago Navarro
Grupo foi recebido por Getúlio Vargas na volta ao Brasil, em 1938
Nos Estados Unidos, grupo visitou o fundador da Ford, em foto que está no museu

A viagem realizada durante uma década não foi apenas uma aventura. Foi com o caminho percorrido pelos brasileiros Leônidas Borges de Oliveira, Francisco Lopes da Cruz e Mário Fava que ficou definido o traçado da Rodovia Pan-Americana, na realidade, hoje uma série de estradas e rodovias que cortam a América de norte a sul, parte fundamental da integração entre os países americanos.

A ideia de integração das Américas é antiga, e remonta ao período de independência das antigas colônias espanholas, portuguesas, francesas e inglesas, entre o final do Século 18 e o começo do Século 19. No entanto, a fragmentação da antiga colônia hispânica em vários países dificultou o processo, além do próprio isolamento do Brasil - único a falar português - e dos Estados Unidos e Canadá, que tiveram um processo de colonização diferente daquele realizado na América Latina.

Já no Século 20, com a popularização do automóvel, ganha a força a intenção de se construir rodovias ligando os diversos países do continente. A viagem para desbravar os caminhos foi projetada por Leônidas Borges de Oliveira, que recebeu do então presidente Washington Luís, em 1928, um documento com o apoio do governo brasileiro, que deveria ser apresentado pelo grupo nos demais países, como forma oficial de pedir apoio, conforme a viagem fosse avançando.

A expedição começou no Rio de Janeiro, com o Ford T de 1918/1919, então com dez anos de uso, sendo doado pelo Jornal O Globo. O carro ganhou o nome de 'Brasil'. Em São Paulo, uma caminhonete da Ford, doada pelo Jornal do Comércio, foi doada, com o nome de 'São Paulo'. E foi na Capital paulista que o grupo perdeu o mecânico Henrique Peterlinker, que desistiu da viagem. Leônidas Borges de Oliveira e Francisco Lopes da Cruz seguiram até Descalvado, para que Leônidas se despedisse da família. Já o segundo era de Florianópolis (SC), e tinha bons conhecimentos de engenharia e navegação, ficando responsável por ajudar a formar o traçado da estrada.

NA REGIÃO

Foi logo depois que o baririense Mário Fava entrou na viagem. Oliveira e Cruz chegaram em Pederneiras, onde Fava trabalhava como mecânico, em uma oficina. "Ele sempre teve o sonho de conhecer os Estados Unidos. O Leônidas Oliveira e o Francisco Cruz conversavam com o prefeito, pedindo ajuda para a viagem, quando alguém ouviu e foi avisar o Fava na oficina, que era atrás da prefeitura. Ele imediatamente falou com os dois e disse que gostaria de participar da viagem. Quando eles perguntaram a profissão de Fava, imediatamente o aceitaram, porque era justamente um mecânico que faltava ao grupo. O Fava pegou suas coisas, ferramentas, escreveu uma carta para a família e foi embora com os dois", destaca José Augusto Barboza Cava, um dos responsáveis pelo museu.

Após a passagem em Pederneiras, o grupo, agora completo, parou em Bauru. Na cidade, eles tiveram o primeiro grande problema da viagem. Os três tiveram pertences roubados no hotel em que estavam. Mesmo assim, seguiram em frente, e ainda passaram por mais cidades do Estado de São Paulo e do atual Mato Grosso do Sul, antes de entrarem no Paraguai. De lá, foram para a Argentina, até Buenos Aires, e cruzaram a Cordilheira dos Andes, chegando a La Paz, na Bolívia, e depois ao Peru, Equador e Colômbia.

O grupo percorreu as poucas estradas que já estavam prontas na época e, principalmente, caminhos de terra e na mata nativa, abrindo novas rotas. "Para atravessar rios, muitas vezes, os carros eram desmontados e pedaços de madeira usados para fazer pequenas embarcações. Por esses fatos, a viagem durou tanto tempo. Para percorrer trechos pequenos, eram necessários dias, semanas, até meses", revela Cava.

William Mariotto/Estadão Conteúdo
Mapa Pan Americana

Países

1 - Brasil

2 - Paraguai

3 - Argentina

4 - Bolívia

5 - Peru

6 - Equador

7 - Colômbia

8 - Panamá

9 - Costa Rica

10 - Nicarágua

11 - Honduras

12 - El Salvador

13 - Guatemala

14 - México

15 - Estados Unidos

Encontros com líderes e presidentes

A longa viagem pelas Américas foi desgastante, mas rendeu encontros memoráveis aos brasileiros. Um deles foi na Nicarágua, em 1934, com o líder guerrilheiro Augusto Sandino, que seria morto dias depois. Já o governo mexicano, como homenagem ao grupo, mandou reformar os carros, colocando capotas e melhorando os veículos para seguir até o fim da viagem. Em outros locais, eles já tinham sido recebidos com festa, diante do tamanho da aventura.

Já nos Estados Unidos, eles precisaram de autorizações para dirigir, e quem a assinou foi Eliot Ness, agente do FBI conhecido por liderar a prisão do mafioso Al Capone. Os brasileiros ainda ganharam um passeio de balão da empresa Goodyear e, em Detroit, se encontraram com o fundador da Ford, Henry Ford. Os funcionários da empresa confirmaram que os carros eram mesmo originais e Ford tentou comprar os veículos para se tornarem uma atração a quem visitasse a empresa. A proposta, contudo, foi recusada, pois o grupo considerou que os carros deveriam voltar ao Brasil.

Em Washington, eles foram recebidos na Casa Branca pelo então presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt. A viagem terminou em Nova York, após 27.637 km percorridos entre 1928 e 1938. De lá, o grupo e os carros voltaram de navio ao Brasil, desembarcando no Rio.

No Brasil, o presidente Getúlio Vargas reconheceu o feito dos brasileiros. E como não podia dar o nome deles a espaços públicos no momento - a lei proíbe que pessoas vivas sejam homenageadas - decidiu dar o nome de três ruas às cidades de origem de cada um. Com isso, há no Rio de Janeiro a rua Florianópolis, a rua Descalvado e a rua Bariri, esta última sendo bastante conhecida por ser a via onde fica o estádio do Olaria, clube tradicional do futebol carioca, no bairro que tem o nome do clube.

Livros

A história da viagem dos três brasileiros inspirou dois livros. Um foi escrito por Beto Braga, de Bauru, “O Brasil através das três Américas”. O escritor, inclusive, fez a rota de carro com a família. O outro foi escrito por Osni Ferrari, de Bariri, com o nome “Eu não sabia que era tão longe”. Ambos foram lançados em 2011 e contam em detalhes fatos ocorridos na viagem, que durou uma década.

Construção  dos anos 20 é restaurada

Prédio histórico foi construído pela antiga Sociedade Italiana e reformado para sediar o museu, que vai ser inaugurado este mês em Bariri?

Click Foto e Vídeo - Bariri
O prédio, construído pela Sociedade Italiana, foi reformado para que o Museu Mário Fava comece a funcionar no local neste mês
Thiago Navarro
Jornal de 1944 sobre a doação do prédio da Sociedade Italiana para a Santa Casa, onde agora funcionará o Museu Mário Fava
Livro 'O Brasil através das três Américas'
O presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, com os brasileiros, na Casa Branca
Luciana Oliveira/Lettera Comunicação
José Augusto Barboza Cava é um dos fundadores do museu e preserva relatos de Mário Fava sobre a viagem e outros detalhes da história

A inauguração do Museu Mário Fava conta a história da viagem pelas três Américas, mas também ajudou a recuperar um patrimônio de Bariri, o prédio da antiga Sociedade Italiana, construído nos anos 1920. Com mais de nove décadas, o local reunia os italianos que moravam na cidade, para a realização de eventos e datas festivas, além do acolhimento de novos imigrantes. As atividades duraram até 1944, quando a Sociedade Italiana acabou e o prédio foi doado para a Santa Casa, que passou a alugar o espaço como forma de garantir recursos.

Há vários anos, o prédio estava parado e, com a chegada do museu, foi totalmente reformado. O historiador José Augusto Barboza Cava, um dos responsáveis pelo museu, comenta que a preservação do local é um ponto fundamental. "O prédio foi construído pela Sociedade Italiana, que teve um grande número de imigrantes na cidade. Os primeiros começaram a chegar entre 1880 e 1890, mas foi a partir de 1910, com a ferrovia, que o movimento ganhou força. Naquele ano, havia 350 propriedades e 7 milhões de pé de café em Bariri, e, em 1928, já eram 1.010 propriedades e 16 milhões de pés de café, o que mostra um grande crescimento naquele momento, com imigrantes de vários países, como libaneses, espanhóis, portugueses, alemães, mas, principalmente, italianos, formando a população da cidade", frisa.

Ele diz que a construção do prédio foi realizada justamente pelos imigrantes. "Na década de 1920, alguns italianos já tinham conseguido uma condição econômica boa e decidiram formar a Sociedade Italiana, iniciando o projeto e a construção do prédio, para realização de eventos e principalmente para receber novos imigrantes. O número de pessoas que vieram da Itália era tão grande que atualmente cerca de 60% da população de Bariri é descendente de italianos, segundo um levantamento que fizemos", lembra.

GUERRA

A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em 1943, alterou a vida de clubes e entidades fundadas por estrangeiros, especialmente dos países do Eixo - Itália, Alemanha e Japão - que tiveram de encerrar as atividades ou mudar de nome, uma vez que o Brasil entrou ao lado dos Aliados - liderados por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética. Alguns casos mais conhecidos são o do Palestra Itália, em São Paulo, que virou Sociedade Esportiva Palmeiras, do Palestra Itália de Minas Gerais, o atual Cruzeiro, e o Sport Club Germânia, em São Paulo, mudou seu nome para o atual Pinheiros. No Interior, não foi diferente e a Sociedade Italiana de Bariri encerrou suas atividades.

Em 1944, foi realizada a última reunião dos associados, com a doação do prédio para a Santa Casa de Bariri, uma vez que apenas entidades filantrópicas poderiam ficar com o imóvel. A própria Santa Casa foi construída com parte dos recursos arrecadados em eventos da Sociedade Italiana. Com o prédio, a Santa Casa passou a ter uma receita a mais, passando a alugar o local para outros interessados. Cava destaca que, ao longo dos anos, o prédio foi locado pelo Estado para sediar o Fórum, depois por um restaurante, danceteria, locadora de vídeos, entre outros. "Mas o estado do local foi se deteriorando, e há cerca de 15 anos estava fechado. Com a chegada do museu, a reforma permitiu essa volta de um patrimônio histórico. Estou muito feliz e realizado em poder ajudar a preservar a memória desta forma", avalia.

Fundadores do museu falam de resgate histórico

Divulgação
Os fundadores do museu, a partir da esquerda, Ângelo Roberto Falseti, Aziz Chidid Neto, Osni Ferrari, Ari Francisco Fiadi e José Augusto Barboza Cava

O Museu Mário Fava tem cinco fundadores, que há vários anos se dedicam ao projeto, que agora saiu do papel. Um deles é Aziz Chidid Neto, que é de Bariri e mora no Rio de Janeiro. "O Museu Mário Fava tem grande significado para mim, pois é a concretização do reconhecimento daquela que foi a maior façanha vivida por um brasileiro, baririense e que estava adormecida e também era desconhecida por todos. Tivemos uma grande dificuldade para trazer o carro - Ford T, com que Mário Fava foi aos Estados Unidos da América. Mas com a ajuda, empenho e reconhecimento, pela importância que o carro representa para o acervo, de algumas pessoas, principalmente a ajuda do Geraldinho da SP Trans, onde o carro estava sendo conservado, logramos êxito e o trouxemos para o museu. Creio que a inauguração deste museu é um grande marco histórico para a cidade de Bariri", lembra.

Outro membro é Ari Francisco Fiadi. "Trata-se de um empreendimento que vai fazer com que o povo de Bariri, venha conhecer, de perto, segundo o Amyr Klink, a maior aventura do homem na Terra, depois da ida a Lua. Os baririenses têm que se orgulhar de seu conterrâneo, que fez, junto com seus dois companheiros, aquilo que pareceria, mesmo hoje, um aventura impossível", cita. Ele agradece ainda o apoio da SP Trans para que o carro fosse levado até o novo museu.

Autor de um dos livros que conta a história da viagem, Osni Ferrari mostra satisfação em ter agora um museu dedicado ao assunto. "O propósito do empreendimento que levou à fundação do Museu Mário Fava é, além de contar a história da maior aventura do homem na Terra, exaltar o feito de um baririense, tornando-o modelo para a nossa juventude, carente de heróis e ídolos. O Mário Fava mostrado pelo museu é um bom exemplo para os jovens porque, vindo da mesma periferia onde vivem muitos jovens, mostrou que um homem simples também pode materializar um grande sonho, desde que o busque, com perseverança e luta", cita.

Por fim, Ângelo Roberto Falseti, coordenador da obra do museu, destaca a recuperação do local. "Há mais de um ano iniciamos o trabalho de recuperação do prédio, que estava bastante desgastado. Para mim, ele é muito importante, porque, além do valor histórico, ele traz lembranças da minha mãe que na sua juventude frequentou o Clube de Dança Operário que funcionou aqui. Agora, estou tendo a oportunidade de contribuir para o rejuvenescimento de toda essa memória. Também é gratificante trabalhar para que o museu cumpra o seu objetivo que é oferecer cultura, educação, preservar essa parte da história que é tão importante e que contou com a participação do nosso herói Mário Fava, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente", destaca.

Ainda durante a inauguração do Museu Mário Fava, será lançado o livro "Museu Mário Fava - Histórias de Bariri", de José Augusto Barboza Cava, um dos fundadores do museu.

Carro foi desmontado para entrar no museu

O Ford T de 1918/1919 foi doado após a viagem ao Museu do Ipiranga, em São Paulo. Depois, foi para o Museu Gaetano Ferolla, que conta a história do transporte público da Capital do Estado. Desde 2009, Bariri tentava ficar com o carro, com pedidos ao SP Trans, responsável pelo Museu Gaetano Ferolla. A solicitação foi aceita e, em 23 de janeiro de 2018, às 10h37, o veículo chegou em Bariri, recorda Osni Ferrari, autor de um dos livros que conta a história da viagem. O carro precisou ser desmontado para entrar no Museu Mário Fava, sendo montado em definitivo no salão principal. Nos próximos dias, ele será colocado em uma plataforma especialmente construída para ele. “Agradecemos muito a diretoria da SP Trans, que entendeu a importância do carro para a preservação da memória da viagem, agora em um museu dedicado a essa história”, comenta José Augusto Barboza Cava.?