Barragens de hidrelétricas são monitoradas por 'robôs'

A cada três meses, engenheiros da AES Tietê analisam imagens captadas

Por José Luiz H. Galazzini 11/07/2018 - 07:36

Com objetivo de garantir a preservação das estruturas das barragens de nove usinas e três pequenas centrais hidrelétricas no Estado de São Paulo sob a sua responsabilidade, além de vistorias periódicas sobre a superfície da água, a AES Tietê realiza inspeções subaquáticas trimestrais com uso de um "robô". 

Por meio de um veículo operado remotamente (representado pela sigla ROV, em inglês), a empresa consegue analisar internamente as estruturas submersas das barragens (que levam a água do reservatório ao conduto, passando pelas turbinas), evitando acidentes e sem colocar a vida de profissionais em risco.

Imagens das inspeções subaquáticas são analisadas

O equipamento utilizado nessas inspeções foi desenvolvido através de um programa de incentivo para projetos de pesquisa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio de uma parceria entre a AES Tietê e a Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.Segundo o coordenador de segurança de barragens da AES Tietê, Wagner Pernias Lopes, a utilização deste veículo operado remotamente traz várias vantagens.

"As imagens que o ROV capta são de alta qualidade e sua operação não é influenciada pelas turbinas", explica. Lopes diz ainda que as inspeções subaquáticas são realizadas com a adoção de uma

tecnologia que forma imagens por meio do sonar instalado no ROV."A qualidade da imagem, a frequência do procedimento e a operação direta pelo técnico ou engenheiro possibilitam o acompanhamento contínuo dessas estruturas e permitem a atuação preventiva em qualquer situação de anomalia, garantido a segurança das barragens e a gestão eficiente desse ativo", afirma.

Por ser operado remotamente, o ROV garante a segurança

Além de nove usinas e três pequenas centrais hidrelétricas localizadas em São Paulo - quatro delas na região: Bariri, Barra Bonita, Ibitinga e Promissão - a AES Tietê é responsável pelo Complexo Eólico Alto Sertão II, na Bahia, e, recentemente, anunciou o investimento em três plantas solares. O Centro de Operações de Geração de Energia (COGE), em Bauru, opera remotamente todos os ativos da companhia.