Futuro da Tonon Bioenergia pode ser decidido ainda esta semana, clima de incerteza em relação a unidade Santa Cândida em Bocaina preocupa funcionários.

A Assembleia com os credores que definirá a empresa vencedora da venda das unidades do Grupo Tonon acontecerá nessa sexta feira (dia 16/06) , às 11 horas, no Auditório do Sincomercio de Jaú

Por José Luiz H. Galazzini 12/06/2017 - 18:47

Aprovado em assembleia geral no último dia 05 de abril o plano de recuperação judicial o futuro da Tonon Bioenergia em Bocaina poderá ser decidido ainda esta semana.. Com poucas alterações na proposta inicial da companhia, a aprovação ocorreu em todas as classes de credores. A aprovação marca um importante passo para o desenrolar do processo que vem se estendendo desde dezembro de 2015, quando a companhia entrou com o pedido de recuperação judicial.

Entre as ações previstas pelo plano está a venda de duas usinas da companhia. Uma delas é a unidade Santa Cândida, localizada em Bocaina (SP). A unidade tem uma capacidade de moagem de cana de 3,2 milhões de toneladas por safra. Com uma capacidade de moagem de 2,5 milhões de toneladas de cana/safra, a outra unidade à venda é a Paraíso, também no estado de São Paulo, no município de Brotas.

De acordo com fontes envolvidas no processo de recuperação judicial, ouvidas pelo Valor, três empresas já teriam demonstrado interesse em a adquirir as unidades. Entre elas, está a Raízen Energia, que possui um cluster de produção ao redor das duas usinas paulistas da Tonon.

Outro Grupo que estaria possivelmente interessado na compra da unidade  seria o São Martinho, região de Ribeirão Preto, também procurado pelo Bocaina Informa a assessoria de imprensa disse que não comenta especulações, “A São Martinho informa que não comenta boatos. Quando participa de processos de aquisição, seguindo as regras da CVM, somente se comunica com o mercado quando faz uma proposta vinculante”.

Procurada pelo Bocaina Informa o Grupo Raízen informou que avalia constantemente propostas  a empresa afirmou que a Raízen sempre analisa, seletivamente, oportunidades de negócio nas áreas geográficas onde atua que estejam em linha com sua estratégia no mercado sucroenergético.”

O Grupo Tonon também foi procurado para que comentasse o assunto, através do setor de comunicação a empresa afirmou que as informações sobre processo estão disponíveis no site do grupo e que não possui outras informações além das que já foram publicadas.

O plano aprovado determina que a venda das duas unidades seja realizada por meio da constituição de uma unidade produtiva isolada (UPI), sem lance mínimo estabelecido, sendo que as propostas recebidas serão avaliadas pelos credores.

Os recursos levantados serão utilizados para quitar parte da dívida, estimada em um total de quase R$ 2,5 bilhões. O valor do deságio que cada classe de credores pode sofrer em seus créditos dependerá do valor das propostas que for aceita pela venda das usinas.

Na possibilidade da venda das unidades não se concretizar, o plano de recuperação prevê a transformação dos credores em acionistas da companhia. Caso os credores não aceitem a conversão, devem aceitar um deságio médio de 80%. Com essa alternativa, as famílias Tonon e Pinheiro, atuais sócias no controle da empresa, continuariam com uma parcela marginal de participação da companhia.

Ainda foi incluída uma terceira alternativa no plano: a convocação de uma nova assembleia de credores para discutir um novo plano de recuperação caso nenhuma das outras duas alternativas se concretize.

A Tonon controla também a unidade Vista Alegre, na cidade Maracaju (MS). Com uma capacidade de moagem de 2,5 milhões de toneladas, a usina não será colocada à venda. De acordo com o Valor, houve uma alocação maior da dívida da Tonon nesta unidade.

 

Entenda o Caso

A Tonon Bioenergia companhia sucroalcooleira com três usinas no Centro­Sul informou que entrou com pedido de recuperação judicial em 2015. No resultado do último trimestre de 2015, findo em 30 de setembro, a companhia informava uma dívida consolidada de R$ 2,799 bilhões, um aumento de 32,3% frente ao montante registrado em 31 de março deste ano.Desse total, R$ 2,116 bilhões se referem aos bonds emitidos pela empresa e que têm vencimento entre 2019 e 2020.No trimestre findo em 30 de setembro, equivalente ao segundo trimestre da safra de cana 2015/16, a empresa teve um prejuízo líquido de R$ 726,5 milhões, ante a perda líquida de R$ 141,1 milhões de igual trimestre do ano passado.

O resultado foi altamente impactado pela valorização de 24% do dólar no período, o que gerou à empresa um resultado financeiro líquido negativo de R$ 737,8 milhões — efeito de uma receita financeira de R$ 1,474 bilhão e de uma despesa financeira de R$ 2,212 bilhões.No comunicado que informa o pedido de recuperação judicial, a Tonon afirma que a decisão foi tomada após um “longo processo de revisão e análise”.

A empresa passa por sérias dificuldades financeiras desde o início deste ano e renegociou o pagamento de juros dos bonds emitidos nos últimos anos. Mas ainda assim, a situação se deteriorou ainda mais com a valorização do dólar este ano. “Essa deterioração foi agravada pela restrição de crédito e dificuldades que o setor de açúcar e etanol no Brasil atravessam faz bastante tempo”, afirmou a companhia em nota.Após a aceitação do pedido pela justiça a companhia, que tem como sócio o fundo FIP Terra Viva, da DGF Investimentos, terá 60 dias para submeter um plano de recuperação a seus credores e adicionalmente a esses dias terá mais 120 dias para discutir e aprovar a proposta.“O objetivo principal do pedido de recuperação judicial é restaurar uma adequada estrutura de capital e preservar a continuidade do negócio. A companhia não espera interrupção de suas operações”, afirmou a Tonon em nota.

A Tonon Bioenergia companhia sucroalcooleira com três usinas no Centro­-Sul informou que entrou com pedido de recuperação judicial. No resultado do último trimestre, findo em 30 de setembro, a companhia informava uma dívida consolidada de R$ 2,799 bilhões, um aumento de 32,3% frente ao montante registrado em 31 de março deste ano.
Desse total, R$ 2,116 bilhões se referem aos bonds emitidos pela empresa e que têm vencimento entre 2019 e 2020.
No trimestre findo em 30 de setembro, equivalente ao segundo trimestre da safra de cana 2015/16, a empresa teve um prejuízo líquido de R$ 726,5 milhões, ante a perda líquida de R$ 141,1 milhões de igual trimestre do ano passado.
O resultado foi altamente impactado pela valorização de 24% do dólar no período, o que gerou à empresa um resultado financeiro líquido negativo de R$ 737,8 milhões — efeito de uma receita financeira de R$ 1,474 bilhão e de uma despesa financeira de R$ 2,212 bilhões.
No comunicado que informa o pedido de recuperação judicial, a Tonon afirma que a decisão foi tomada após um “longo processo de revisão e análise”.
A empresa passa por sérias dificuldades financeiras desde o início deste ano e renegociou o pagamento de juros dos bonds emitidos nos últimos anos. Mas ainda assim, a situação se deteriorou ainda mais com a valorização do dólar este ano. “Essa deterioração foi agravada pela restrição de crédito e dificuldades que o setor de açúcar e etanol no Brasil atravessam faz bastante tempo”, afirmou a companhia em nota.
Após a aceitação do pedido pela justiça a companhia, que tem como sócio o fundo FIP Terra Viva, da DGF Investimentos, terá 60 dias para submeter um plano de recuperação a seus credores e adicionalmente a esses dias terá mais 120 dias para discutir e aprovar a proposta.