Após dois dias de julgamento, acusados de matar agente da PF em Bocaina são condenados

Somadas as penas chegam a 180 anos de prisão, júri federal foi realizado em Jaú.

Por Paulo Grange 14/08/2019 - 10:24

Fonte: Bocaina Informa

Após um longo julgamento que durou dois dias, cinco homens, acusados de formar um grupo criminoso, foram condenados. Somadas as penas chegam a 180 anos de prisão.  O júri federal foi realizado em Jaú e terminou no começo da manhã desta quarta-feira (14). Eles começaram a ser julgados na segunda-feira (12) por crimes cometidos em 2013. Entre as acusações, a de que o grupo prestava serviços para grupos de narcotraficantes.

Cada um dos cinco acusados deve cumprir 36 anos e 4 meses de prisão, cada um, em regime fechado pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio.

As investigações contra eles começou após a Polícia Federal interceptar o grupo durante uma ação para descarregar drogas na zona rural em Bocaina. Durante a operação um policial federal foi atingido por um tiro e morreu.

As investigações

Pelo menos três dos réus, acusados de co-autoria no homicídio do policial federal  Fábio Ricardo Paiva Luciano e tentativa de homicídio do agente Vladimir Rodrigues já eram investigados pela Polícia Federal em Campinas.

A Polícia Federal teria chegado aos três após uma denúncia  anônima em fevereiro de 2013. As informações teriam sido repassadas a Polícia Federal em Bauru após o início das investigações.

O delegado da Polícia Federal de Bauru,  Ênio Bianospino, disse em seu depoimento nesta segunda-feira (12), que durante as investigações foram periciados cerca de 11 aparelhos celulares, apreendidos durante a operação, e que, através do cruzamento de dados telefônicos foi possível confirmar a ligação e a participação de pelo menos três dos réus no local do confronto. Durante as investigações foram cumpridos 16 mandados de prisão.

Operação realizada em 2013 na zona rural em Bocaina-Aceituno Jr./Foto JC

Ainda de acordo com Bianospino, não foi possível localizar a droga, que segundo ele, não teria sido queimada com a queda do avião. Bianospino disse que as escutas telefônicas, feitas posteriormente indicam que os criminosos tenham conseguido descarregar a droga. A perícia ainda teria apurado que a aeronave estava preparada para realizar o transporte da droga e seria inclusive abastecida em pleno voo. O avião caiu durante a ação e pegou fogo.

Organização criminosa

Ênio Bianospino detalha que outros integrantes da quadrilha foram condenados por tráfico e associação para o tráfico de drogas ao longo das investigações. A mesma organização foi flagrada, entre 2013 e 2014, com carregamentos de drogas na Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná , além de Guarujá e Pirajuí. No Paraná, houve a apreensão de 355 mil euros em dinheiro. Em abril de 2014, outras 12 pessoas com ligação ao grupo foram detidas na operação “Paiva Luz”.

 

 

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