Barra inaugura estação de tratamento de esgoto e chega a 100% tratados

A obra começou em julho de 2011 e foi concluída agora, depois de quase 8 anos

Por Paulo Grange 20/03/2019 - 19:50

A ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) de Barra Bonita foi inaugurada terça-feira no aniversário de 136 anos da Estância Turística de Barra Bonita.

A cerimônia foi realizada na própria ETE, com a presença do prefeito municipal José Luis Ricci, do superintendente do Departamento de Águas (DAEE) Heitor Brandão de Azevedo, do superintendente do Sistema Autônomo de Barra Bonita (SAAE) José Arlindo Reginato Dias, secretário municipal de Controle Ambiental Mário Benedito Fregolente, demais secretários municipais, assessores, vereadores, ambientalistas e população.

A obra começou em julho de 2011 e foi concluída agora, depois de quase 8 anos. O DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica) foi o responsável pela construção da ETE. A justificativa para a demora, segundo o órgão, se deve a complexidade e o alto valor do investimento e alterações do projeto com a necessidade de construção de novos emissários.

Por isso a obra foi dividida em duas etapas. A primeira foi de 2011 a 2015 e a segunda até agora. A informação do DAEE é de que se trata de uma das mais modernas do Brasil em tratamento de esgoto.

“É um momento de muita alegria poder entregar uma obra tão importante para o município e principalmente para o meio ambiente. Agradeço a todos os prefeitos que de alguma maneira colaboraram para que esse sonho fosse realizado, desde a época do Nenê até agora”, comentou o prefeito Zequinha Ricci que ressaltou que a obra não é de nenhum prefeito e sim de Barra Bonita”.

Com a inauguração, o Sistema Autônomo de Água e Esgoto de Barra Bonita (SAEE) assume a operação da ETE.

Localizada na margem direita do Rio Tietê, junto à estrada vicinal BRB 040, a ETE tem custo final de R$ 34 milhões e capacidade para tratar cem por cento dos esgotos domésticos de Barra Bonita.

A Estação

A ETE de Barra Bonita vai operar com um conjunto de reatores anaeróbio e aeróbio, flotação por ar dissolvido e desinfecção final com luz ultravioleta. A obra conta também com uma estação elevatória, de 3,3 mil metros de interceptores, emissários e linha de recalque, e sistema de água de reuso.
Este processo de tratamento, além de apresentar um baixo custo de implantação e operação, necessita pouca área para se implantado e apresenta simplicidade operacional, baixa produção de lodos e eficiência compatível com a legislação ambiental.