Radar que foi recém-instalado na rodovia Bauru-Jaú será removido

Segundo a Artesp, estudos técnicos serão realizados para avaliar a necessidade de implantação do equipamento fixo no local; nem chegou a funcionar

Por José Luiz H. Galazzini 23/06/2017 - 09:36

Motoristas que trafegam pela rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), a Bauru-Jaú, foram surpreendidos nesta semana com a instalação de um radar fixo na altura do quilômetro 221, em Guaianás, distrito de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru). Até então, a rodovia contava com apenas um radar, no quilômetro 180, em Jaú. Porém, antes mesmo de entrar em operação, a Agência de Transportes de São Paulo (Artesp) informou que o equipamento será removido.

Desde quarta-feira, leitores estão entrando em contato com o JC para saber se o radar está operando. A assessoria de imprensa da Centrovias, concessionária responsável pelo trecho, informou que a operação de radares fixos e móveis é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do DER declarou que, pelo fato do trecho estar sob concessão, as informações sobre novos radares deveriam ser obtidas junto à concessionária ou à Artesp, responsável pela contratação e implantação de novos equipamentos de fiscalização de velocidade.

"O DER acompanha o processo de implantação e homologa os equipamentos para início da operação", disse, explicando que todos os radares homologados pelo órgão podem ser consultados em seu site através do link http://www.der.sp.gov.br/WebSite/Acessos/Servicos/Informacoes/PesquisaRadar.aspx

No fim da tarde desta ontem, a Artesp esclareceu que o radar ainda não entrou em operação. "As estruturas recentemente instaladas serão removidas, na próxima semana, até realização de estudos técnicos que determinem a necessidade ou não de sua implementação", afirmou por meio de nota.

Apesar de anunciar a remoção dos radares, a Artesp não explicou porque eles foram instalados. A agência ressaltou a importância dos equipamentos para o respeito aos limites de velocidade e o aumento da segurança e revelou que, entre 2010 e 2015, as mortes nas rodovias sob concessão caíram 51,7%.