Bauru já totaliza seis casos de H1N1

Ontem, Secretaria de Saúde confirmou mais duas ocorrências: um homem de 53 anos e um bebê de apenas 2 anos

Por José Luiz H. Galazzini 26/06/2018 - 07:51

O número de casos de H1N1 continua subindo em Bauru. Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Saúde Coletiva, confirmou mais dois registros da doença. Os pacientes ainda não tinham tomado a vacina e apresentaram febre, falta de ar, tosse e dor no corpo. Agora, a cidade já contabiliza seis pessoas com H1N1, sendo que uma delas, infelizmente, não resistiu.

De acordo com as informações da prefeitura, um dos pacientes recém-confirmados trata-se de um homem de 53 anos, morador da região Norte e que não pertence ao grupo de risco. Ele segue internado em hospital particular do município, com estado de saúde estável. Já o outro é um bebê de 2 anos, cuja família mora na região central de Bauru. A criança já recebeu alta hospitalar.

Até o momento, o município totaliza seis casos de H1N1, com um óbito, e um caso de H3N2. E o mais preocupante é que a cobertura vacinal segue abaixo da meta. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 90.891 pessoas receberam a vacina, o que representa 79% do público prioritário. Os grupos de cobertura mais baixa ainda são o das crianças (63%) e das gestantes (61%).

VACINAÇÃO

Vale lembrar que, além daqueles grupos que já estavam no mote da campanha desde o início, a imunização foi aberta ontem também para crianças entre 6 meses e 10 anos e adultos a partir de 50 anos.

Em entrevista na semana passada ao JC, Ezequiel Santos, diretor da Vigilância Epidemiológica Municipal, ressaltou a importância da adesão das pessoas, uma vez que, além de frear um possível surto da doença, a imunização diminui os efeitos em quem contrai o vírus.

O público-alvo da campanha, além dos recém-adicionados, são: crianças entre 6 meses e menores de 5 anos; gestantes; puérperas; trabalhadores da Saúde; indígenas; pessoas com doenças crônicas/imunodeprimidos; pessoas com 60 anos ou mais; população prisional e os funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medida socioeducativas; e professores das escolas públicas e privadas.

Quem ainda não se vacinou deve procurar a unidade de saúde mais próxima entre 8h e 17h, de segunda a sexta. A campanha continuará até que haja doses disponíveis.