MP apreende documentos na matriz de organização em Bariri

Operação Ouro Verde foi realizada pelo Gaeco de Campinas. Esquema funcionava em organização social com sede em Bariri, onde uma pessoa foi presa.

Por José Luiz H. Galazzini 30/11/2017 - 19:49
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Uma pessoa foi presa e vários documentos foram apreendidos na Santa Casa de Bariri (SP) durante a operação Ouro Verde coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

O Gaeco cumpriu, nesta quinta-feira (30), 33 mandados de busca e apreensão e seis de prisão em sete municípios do estado de São Paulo. A investigação apura desvio de recursos públicos da área da saúde.

De acordo com o Gaeco, um dos alvos da operação é a Organização Social Vitale, que administra hospitais no estado de São Paulo, entre eles a Santa Casa de Bariri, cidade onde fica a matriz da empresa.

De acordo com as informações da Secretaria de Saúde de Bariri, o município repassa R$ 316 mil mensais para organização, que recebe também verba federal de R$ 216 mil .

A mulher presa em Bariri faz parte da diretoria da organização e será encaminhada para prestar depoimento na sede do Ministério Público em Campinas, onde também houve uma prisão e foram apreendidos R$ 1,2 milhão, além de dois carros de luxo, dos modelos BMW e Ferrari.

Ainda segundo o Gaeco, os promotores também iriam cumprir mais um mandado de prisão contra outro integrante da organização social, mas ele não foi encontrado na casa e nem no hospital. No entanto, eles informaram que foram encontradas armas na casa desse integrante e que isso também será investigado.

A organização venceu uma licitação pública em 2016 para fazer a gestão do Hospital Municipal Ouro Verde de Campinas e, segundo os promotores do Gaeco, há indícios de desvio da verba pública destinada à organização para administrar a unidade hospitalar.

A ação contou com o apoio da Polícia Militar e todo o material apreendido será levado para a sede do MP em Campinas. Também estão sendo alvos da Operação Ouro Verde as cidades de São Paulo, Santa Branca, Ubatuba, Várzea Paulista e Mogi das Cruzes.

Em Várzea Paulista, na região de Jundiaí , os promotores do Gaeco estiveram na Secretaria de Saúde do município. Foram apreendidos documentos da organização, que é co-gestora da Unidade de Pronto-atendimento da cidade.

Através de nota O Sindsaúde de Jaú alerta aos gestores públicos e filantrópicos para que se atentem à contratação de OS. Licitações bem elaboradas e exigentes é o caminho, afirmando que é preciso rastrear essas organizações, seus dirigentes e trabalhos anteriores.

O sindicato afirma ainda que Operações como essa do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao
Crime Organizado, ligado ao Ministério Público) ajudam a diminuir as fraudes, mas mais importante do que investigar essas organizações depois que elas administram os milhões de dinheiro público é selecioná-las com critérios antes
de assumirem a gestão.