Sindsaúde publica nota à imprensa e à população de Jaú, Bariri e região

Sindsaúde publica nota à imprensa e à população de Jaú, Bariri e região

Por José Luiz H. Galazzini 30/11/2017 - 16:02

Diante da Operação Ouro Verde, desencadeada no dia 29 de novembro em Campinas para apurar suposto desvio de recursos da saúde em sete cidades, incluindo Bariri, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú e Região, vem a público lamentar o abuso dos gestores com nosso sistema de saúde. A preocupação deveria salvar e preservar vidas, mas, infelizmente, descamba para desvios de verbas e uso inapropriado dos recursos.

O Sindsaúde tem feito alertas constantes sobre a contratação desenfreada de Organizações Sociais (OS) para gerir hospitais, santas casas e unidades de saúde. Sistematicamente acompanhamos problemas em locais onde OS administram estabelecimentos de saúde. Licitações mais exigentes podem amenizar problemas futuros.

Casos na região - O caso mais recente é este, envolvendo a Organização Social Vitale, de Bariri, que é o principal alvo da operação do Ministério Público. Pouco tempo atrás acompanhamos problemas com OS contratada para administrar hospital em Itapuí, que culminaram com o rompimento do contrato entre a entidade e a Prefeitura. O reflexo foi a demissão em massa de funcionários da saúde e que até hoje ainda não receberam seus salários e outros valores.

O Sindsaúde alerta aos gestores públicos e filantrópicos para que se atentem à contratação de OS. Licitações bem elaboradas e exigentes é o caminho, É preciso rastrear essas organizações, seus dirigentes e trabalhos anteriores. Tem-se que pesquisar se a OS tem patrimônio capaz de fazer frente ao pagamento de funcionários numa eventualidade de rompimento de contrato ou de prisão de seus administradores.

Lucro  x qualidade - Se os recursos para a saúde são poucos, por que repassá-los a organizações sem lastro ou credibilidade? Em nome do lucro lícito ou ilícito organizações podem não zelar pela qualidade do atendimento à população. Em nome do lucro podem não se importar com o sofrimento alheio de um paciente ou com a falta de condições de trabalho para os profissionais da saúde.

Operações como essa do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, ligado ao Ministério Público) ajudam a diminuir as fraudes, mas mais importante do que investigar essas organizações depois que elas administram os milhões de dinheiro público é selecioná-las com critérios antes de assumirem a gestão. Na dúvida da idoneidade e capacidade da OS é melhor recusá-la.  Contrate outra.

Edna Alves, presidente do Sindsaúde de Jaú e Região