Prefeitura de Dois Córregos faz acordo com Santa Casa para manter PS

Município irá pagar R$ 3,4 milhões para que hospital faça a gestão dos serviços

Por José Luiz H. Galazzini 30/12/2017 - 08:34

Após sucessivas reuniões, a Prefeitura e a Santa Casa de Misericórdia de Dois Córregos entraram em acordo para garantir funcionamento do Pronto-Socorro Municipal (PSM) em 2018. Além de manter o convênio anual de R$ 3,260 milhões, o município irá repassar à entidade uma subvenção extra de R$ 150 mil, totalizando R$ 3,410 milhões.

Conforme divulgado, no último dia 14, a provedoria da Santa Casa enviou documento ao Executivo informando sobre decisão de rescindir o contrato por considerar insuficientes os repasses para a renovação do convênio anual de atendimento das urgências e emergências em nível ambulatorial.

A entidade pleiteava R$ 3,650 milhões, mas a prefeitura alegava que não poderia pagar mais do que R$ 3,260 milhões. Segundo o prefeito Ruy Diomedes Favaro (PTB), neste valor, já estão incluídos uma suplementação sobre o repasse previsto no orçamento deste ano e reajuste de 4,75%.

Na quarta-feira (27), após nova rodada de negociações, o prefeito assumiu o compromisso de repassar à Santa Casa mais R$ 150 mil relativos ao remanejamento de dotações orçamentárias e a proposta foi aceita pelo hospital. "Na data de ontem (na quinta-28), nós já assinamos o convênio", diz.

"A Santa Casa continua operando o Pronto-Socorro (PS), que para nós sempre foi interesse porque, tendo o Pronto-Socorro defronte ao prédio do hospital, qualquer atendimento que requer internação ou requer encaminhamento para a maternidade já fica um tanto quanto mais prático e eficiente".

O chefe do Executivo informou que só irá aguardar o fim do recesso parlamentar para encaminhar projeto de lei ao Legislativo solicitando autorização dos vereadores para fazer o aporte de R$ 150 mil à entidade. "A população continua sendo bem atendida porque a Santa Casa faz a gestão do PS bem. Saúde sempre é muito delicado, mas a gente vai tentar melhorar cada vez mais", afirma.