Prefeitura de Bocaina reduz o expediente nos prédios públicos

Com a medida, que irá vigorar até dezembro deste ano, a administração municipal pretende economizar até R$ 400 mil

Por José Luiz H. Galazzini 31/08/2017 - 09:07

.jcnet

A partir de sexta-feira (1), as repartições públicas municipais de Bocaina (69 quilômetros de Bauru) passarão a atender o público em horário reduzido. A medida foi anunciada pela prefeitura como uma tentativa de equilibrar as finanças e garantir o pagamento de salários e do 13.º aos servidores e a prestação de serviços essenciais à população.

Hoje, os prédios públicos ficam abertos ao público das 7h às 11h e das 12h30 às 16h (os servidores continuam trabalhando internamente até as 17h). Com a mudança, vigente até o dia 31 de dezembro, todos os setores da administração municipal funcionarão das 7h às 13h, com exceção daqueles que prestam serviços essenciais e emergenciais.

Se enquadram nesta categoria as escolas municipais, o "Espaço Amigo", o cemitério, a creche infantil, os postos e unidades de saúde, a coleta de lixo, a vigilância patrimonial e os transportes de alunos e de pacientes, que continuarão funcionando normalmente. Além disso, cada setor deverá adotar ações de racionalização e de contenção de gastos.

EQUILÍBRIO

A Prefeitura de Bocaina explica que esse pacote de medidas de contenção de despesas foi uma orientação da Confederação Nacional de Municípios (CNM) frente à queda na arrecadação dos municípios e à redução nos repasses de verbas federais e estaduais, sobretudo o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Segundo o prefeito Marco Antônio Giro, o Pipoca, no caso do IPTU deste ano, onde o valor lançado foi de quase R$ 2,7 milhões, o total arrecadado até agora foi de apenas R$ 1,2 milhão. Com as adequações, ele conta que pretende economizar cerca de R$ 100 mil por mês, o equivalente a R$ 400 mil até o fim do ano.

A ideia, de acordo com o chefe do Executivo, é manter o equilíbrio financeiro da administração e assegurar a continuidade de serviços essenciais à população. "A contenção de gastos é necessária para enfrentar a crise financeira e garantir que convênios e folha de pagamento sejam honrados", cita no decreto.