CASOS INVESTIGADOS

Casos de Bauru e Jaú: mulher dada como morta após atropelamento deixa UTI e bebê queimado em creche recebe alta

Tanto a mulher atropelada em uma rodovia de Bauru, inicialmente dada como morta, quanto o bebê que sofreu queimaduras graves durante um banho em uma creche municipal de Jaú apresentaram evolução no quadro de saúde

Casos de Bauru e Jaú: mulher dada como morta após atropelamento deixa UTI e bebê queimado em creche recebe alta
Reprodução redes sociais
Publicado em 28/01/2026 às 7:38

Após episódios que causaram comoção no interior paulista, vítimas apresentam evolução no quadro de saúde, enquanto atendimentos do Samu e ocorrência em CMEI seguem sob investigação das autoridades.

Dois episódios registrados nos últimos dias no interior de São Paulo, que causaram forte comoção social e levantaram questionamentos sobre procedimentos de atendimento e segurança, tiveram novos desdobramentos positivos nesta semana. Tanto a mulher atropelada em uma rodovia de Bauru, inicialmente dada como morta, quanto o bebê que sofreu queimaduras graves durante um banho em uma creche municipal de Jaú apresentaram evolução no quadro de saúde e receberam alta de unidades hospitalares de maior complexidade. Apesar disso, ambos os casos seguem sendo apurados pelas autoridades competentes.

Em Bauru, Fernanda Policarpo, vítima de atropelamento na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na última segunda-feira (26), após oito dias de internação em estado grave no Hospital de Base de Bauru (HBB). Segundo a unidade hospitalar, ela permanece internada em leito de enfermaria clínica, com quadro de saúde estável e sob acompanhamento médico.

Fernanda foi atropelada na noite do dia 18 de janeiro, quando tentava atravessar a rodovia. No atendimento inicial, realizado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a médica responsável declarou o óbito da vítima. A rodovia chegou a ser interditada e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a remoção do corpo.

No entanto, pouco tempo depois, um médico da equipe de socorro da concessionária responsável pela rodovia percebeu que a mulher ainda apresentava movimentos respiratórios, mesmo já estando coberta por uma manta térmica sobre a pista. Diante da constatação, foram iniciadas imediatamente manobras de reanimação, que tiveram êxito. Fernanda foi então encaminhada ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base.

No sábado (24), ela apresentou os primeiros sinais de recuperação ao responder a estímulos pela primeira vez desde o acidente, reforçando a evolução positiva do quadro clínico.

Diante da gravidade do ocorrido, a Prefeitura de Bauru, responsável pela gestão do Samu no município, informou que abriu procedimento de apuração para investigar o atendimento prestado. A direção do Samu também instaurou sindicância interna e decidiu afastar a médica que atestou o óbito, até a conclusão das investigações.

Já em Jaú, outro caso que gerou indignação e mobilização nas redes sociais também teve novo desfecho. O bebê de 11 meses que sofreu queimaduras graves durante um banho no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Vereador Paulo Gambarini recebeu alta hospitalar na tarde desta terça-feira (27). A criança estava internada desde a última sexta-feira (23) na ala de queimados do Hospital Estadual de Bauru, após apresentar queimaduras de terceiro grau.

O incidente ocorreu no dia 21 de janeiro, segundo dia em que o bebê frequentava a unidade escolar. Segundo a família, a mãe recebeu uma ligação da coordenação da creche informando que houve um problema durante o banho e que a criança havia sido atingida por um jato de água quente, ficando “vermelhinha”.

Em entrevista, a mãe relatou que, apesar da melhora clínica, o filho ainda sente dores, especialmente durante o banho, e que o processo de recuperação continua exigindo cuidados constantes.

Após o ocorrido, a funcionária responsável pelo banho pediu demissão. A Prefeitura de Jaú informou que instaurou uma sindicância administrativa para apurar as circunstâncias do caso e eventuais falhas nos procedimentos internos da unidade.

A Polícia Civil também investiga o episódio como lesão corporal e instaurou inquérito para apurar responsabilidades. De acordo com a corporação, os laudos médicos ainda são aguardados para o andamento das investigações, que incluem a oitiva de todos os envolvidos.

Embora os dois casos apresentem evolução favorável no estado de saúde das vítimas, ambos seguem cercados de questionamentos e reforçam o debate público sobre protocolos de segurança, preparo de equipes e responsabilidade no atendimento de situações críticas, tanto na área da saúde quanto na educação infantil.

COM INFORMAÇÕES DE G1 E PLANTÃO DA NOTICIA