PEDINTE X JUIZ
Pedinte que ameaça juiz em mercado vai preso e gera debate sobre justiça e segurança em Jaú
A notícia provocou uma enxurrada de comentários nas redes sociais.. Muitos internautas questionaram se a resposta policial seria a mesma caso o ameaçado não fosse um magistrado.

Um caso ocorrido na manhã de quinta-feira (6) no estacionamento de um supermercado em Jaú gerou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa local. Um homem, que pedia dinheiro a clientes, foi preso em flagrante após ameaçar um juiz de direito sem saber de sua identidade. O caso foi noticiado em rádios e páginas de internet, sendo detalhado na página do repórter Wando Alves, levando internautas a questionarem a diferença de tratamento na aplicação da lei.
A abordagem policial e a prisão
Segundo informações da polícia, os cabos Agostini e Júlio realizavam patrulhamento no bairro Jardim Juliana quando perceberam um indivíduo abordando clientes de forma agressiva no estacionamento de um supermercado. Durante a abordagem, foi encontrada a quantia de R$ 4,00 com o suspeito, valor que ele disse ter recebido enquanto pedia dinheiro.
No momento da ação, um juiz de direito, que fazia compras no local, cumprimentou os policiais. O suspeito reagiu de forma ofensiva e, sem saber da identidade do magistrado, questionou: “Foi esse bosta que chamou vocês? Eu não sabia que ele era polícia.” Ao ser advertido de que se tratava de um juiz, ele retrucou: “E daí? Se eu for preso, quando sair da cadeia, mato ele.”
Diante da gravidade da ameaça, o juiz se identificou e deu voz de prisão em flagrante pelo crime de ameaça (Art. 147 do CP) e desacato (Art. 331 do CP). O suspeito resistiu à prisão, sendo necessário o uso moderado da força para contê-lo. Na delegacia, o delegado Dr. Ângelo Meneghel ratificou a prisão e acrescentou o crime de resistência (Art. 329 do CP), mantendo o indivíduo detido.
Repercussão e debate público
A notícia provocou uma enxurrada de comentários nas redes sociais, principalmente na página do repórter Wando Alves. Muitos internautas questionaram se a resposta policial seria a mesma caso o ameaçado não fosse um magistrado. Comentários como “Se fosse um trabalhador honesto, pai de família, não fariam nada” e “Só assim para um ‘nóia’ ser preso nessa cidade” ilustram a percepção de que a justiça pode agir de forma desigual dependendo da vítima envolvida.
Outros defenderam ações mais rígidas contra abordagens agressivas em espaços públicos, ressaltando a importância da segurança para todos os cidadãos. “Por mais juízes andando a pé pela cidade”, comentou uma usuária, sugerindo que a presença de autoridades em espaços públicos poderia impactar na segurança urbana.
O caso também levantou dúvidas sobre a continuidade da prisão do suspeito, já que audiências de custódia muitas vezes resultam na liberação de detidos. “Outro juiz solta ele na audiência de custódia, a não ser que os amigos juízes peçam um favorzinho”, ironizou um internauta.
A polícia civil deve encaminhar o caso para a Justiça, e o desfecho da situação seguirá sob análise do judiciário. Enquanto isso, o debate sobre segurança e equidade na aplicação da lei continua mobilizando a população de Jaú.
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