FATEC JAHU

Projeto da Fatec Jahu cria futebol de botão para deficientes visuais e autistas

Como em jogos de futsal para deficientes visuais, as bolinhas têm guizos para orientar quem joga e as regras foram adaptadas, sendo baseadas em feedbacks dos testadores e na Federações de futebol de botão.

Projeto da Fatec Jahu cria futebol de botão para deficientes visuais e autistas
Publicado em 29/08/2025 às 12:14

Como em jogos de futsal para deficientes visuais, as bolinhas têm guizos para orientar quem joga e as regras foram adaptadas, sendo baseadas em feedbacks dos testadores e na Federações de futebol de botão.

Em um país com números expressivos no que diz respeito a necessidades de pessoas com deficiência ou síndrome específicas, pequenas iniciativas podem fazer a diferença. Esta foi uma das ideias que permearam o projeto “Toque de Craque”, desenvolvido na Fatec Jahu para apoiar o lazer de crianças e adultos com deficiência visual ou que se encaixam no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Somente no Brasil, são respectivamente 6,5 milhões e 2,4 milhões com diagnóstico destas condições.

O projeto “Toque de Craque” nasceu a partir de demandas levantadas no Centro de Inclusão Social e Convivência (CISC) do município de Jahu, no interior paulista. O objetivo principal foi criar uma opção viável para lazer da comunidade atendida no local que pudesse ser replicada a custo reduzido. O projeto acabou sendo selecionado este ano para a 16ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (FETEPS) entre outras cerca de 150 iniciativas. Criado pelo aluno Erick Henrique Martins na disciplina de Projeto do Produto do curso de Gestão da Produção Industrial, com supervisão dos professores Flávio Cardoso Ventura e Marcos Antonio Bonifácio, o “Toque de Craque” é o único a representar a Fatec Jahu no evento. 

As pesquisas para a criação incluíram a análise de necessidades do público atendido no CISC, o planejamento e o desenvolvimento de modelos para o jogo e, ao final, a impressão em 3D das peças para uso. A sugestão partiu do diretor do CISC, Estevam Rogério da Silva, que indicou a demanda por mais opções de lazer para associados. Além da mesa, cuja superfície ganhou texturas nas marcações de linhas, botões foram impressos com relevos diferenciados e  as traves do gol ficaram maiores. Todo o material foi desenvolvido com acompanhamento no CISC, onde partidas foram disputadas para testar o protótipo.

Como em jogos de futsal para deficientes visuais, as bolinhas têm guizos para orientar quem joga e as regras foram adaptadas, sendo baseadas em feedbacks dos testadores e na Federações de futebol de botão. Além disso, adotou-se a presença de uma figura mediadora para auxiliar na interação e cumprimento das regras (opcional de acordo com a ocasião).

Mais informações:

Prof. Flávio Cardoso Ventura – 14 98105-9080

Prof. Marcos Bonifácio – 14 98127-6655