BEBIDA FALSA
BEBIDAS FALSIFICADAS ESTÃO MAIS PERTO DO QUE PARECE: Polícia descobre esquema clandestino em Itapuí
Por estar tão próxima de Jaú, existe a preocupação de que parte dessas bebidas falsificadas possa ter chegado a bares, eventos e comércios da cidade, que é o maior centro consumidor da região.

Caso acende alerta em toda a região de Jaú
A falsificação de bebidas alcoólicas — um crime que tem se tornado um grave problema de saúde pública em todo o país — acaba de se aproximar da região de Jaú. A Polícia Civil de Itapuí, cidade localizada a pouco mais de 20 quilômetros de distância, desmantelou um comércio suspeito que vendia bebidas adulteradas como se fossem originais.
A informação foi publicada na tarde desta quarta-feira (22) pela página Central da Notícia, no Facebook. Segundo a publicação, um homem de 49 anos foi preso em flagrante durante a ação policial, realizada na Rua Nicolau Russo, no bairro Balneário Mar Azul.
De acordo com a Central da Notícia, a investigação começou após denúncias de que o local estaria vendendo bebidas alcoólicas a menores de idade. Durante a vistoria, os policiais encontraram garrafas de Smirnoff com lacres violados e Jack Daniel’s com rótulos descolando — sinais evidentes de falsificação.
As imagens das garrafas foram enviadas a um técnico da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), que confirmou a adulteração. No local também havia garrafas vazias de marcas conhecidas, como Passaport e Velho Barreiro, além de galões de cachaça comum — o que reforça a suspeita de que o comerciante realizava o reenvase de bebidas baratas em embalagens de marcas caras.
Sem apresentar notas fiscais, o acusado afirmou que comprava os produtos de um vendedor ambulante, por valores muito abaixo do preço de mercado. Todo o material foi apreendido, e o homem foi autuado em flagrante por falsificação de bebidas pelo delegado Aldo Eduardo Lorenzini.
Após o registro, o suspeito foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Jaú, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. Fontes policiais não descartam que outras pessoas possam estar envolvidas no esquema de falsificação e distribuição.
Por estar tão próxima de Jaú, existe a preocupação de que parte dessas bebidas falsificadas possa ter chegado a bares, eventos e comércios da cidade, que é o maior centro consumidor da região.
Risco crescente e ameaça à saúde pública
Casos como o de Itapuí se somam a uma série de operações policiais realizadas em São Paulo e em outros estados, onde a falsificação de bebidas tem provocado mortes e intoxicações graves.
O principal perigo está na presença de metanol, substância altamente tóxica usada ilegalmente para aumentar o teor alcoólico das bebidas adulteradas. Pequenas quantidades de metanol podem causar cegueira, falência renal e até morte.
Nos últimos dois anos, diversas vítimas foram registradas no estado de São Paulo, o que levou o Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) a intensificarem ações de fiscalização e alertas à população.
Especialistas alertam que o consumidor deve sempre comprar bebidas em locais de confiança, exigir nota fiscal e desconfiar de preços muito abaixo do mercado, lacres violados ou rótulos desbotados.
“A falsificação de bebidas não é apenas um crime econômico — é uma ameaça direta à vida das pessoas”, reforçam as autoridades policiais e sanitárias.