LUTO NA POLÍTICA

CANDIDO GALVÃO DE BARROS FRANÇA NETTO, O “CANDÃO”, MORRE AOS 86 ANOS: EX-PREFEITO, DEPUTADO E LÍDER POLÍTICO DE JAÚ

Figura de forte presença na vida pública desde os anos 1960, ele marcou gerações pela atuação política, pela defesa de causas locais e pela ligação com grandes lideranças do Estado, como Waldemar Bauab, Fernando Henrique Cardosos e Mário Covas.

CANDIDO GALVÃO DE BARROS FRANÇA NETTO, O “CANDÃO”, MORRE AOS 86 ANOS: EX-PREFEITO, DEPUTADO E LÍDER POLÍTICO DE JAÚ
fotos: reprodução redes sociais
Publicado em 27/11/2025 às 14:44

O velório ocorre no Conjunto Velatório Oswaldo Izatto, na Rua Rangel Pestana, 850, a partir do meio-dia. O enterro está marcado para 13h desta sexta-feira, no Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula, em Jaú.

A política jauense perdeu nesta quinta-feira (27) um de seus nomes mais tradicionais e influentes. Faleceu, aos 86 anos, o advogado, ex-prefeito e ex-deputado estadual Cândido Galvão de Barros França Netto, conhecido em toda a cidade e região como Candão. Figura de forte presença na vida pública desde os anos 1960, ele marcou gerações pela atuação política, pela defesa de causas locais e pela ligação com grandes lideranças do Estado, como Waldemar Bauab, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas.

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O velório ocorre no Conjunto Velatório Oswaldo Izatto, na Rua Rangel Pestana, 850, a partir do meio-dia. O enterro está marcado para 13h desta sexta-feira, no Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula, em Jaú.

A família, amigos e autoridades recebem as manifestações de pesar pela morte de um nome que, por décadas, esteve entre os protagonistas da história política de Jaú.


Carreira marcada por liderança e presença pública

Nascido na capital paulista em 15 de janeiro de 1939, Candido Galvão de Barros França Netto construiu em Jaú sua trajetória profissional e política. Advogado, presidiu a OAB-Jahu entre 1971 e 1973, período em que se destacou como articulador e liderança institucional.

Entrou para a vida pública pela Câmara Municipal, onde foi vereador por duas legislaturas consecutivas (1969–1977) e presidiu o Legislativo no biênio 1973–1974. Elegeu-se pelo partido Arena, com votações expressivas para a época — 646 votos em 1968 e 1.330 em 1972.

Em 1976, integrou a chapa vitoriosa com o prefeito Dr. Alfeu Fabris, assumindo o cargo de vice-prefeito de 1977 a 1983. Nesse período, ocupou a chefia do Executivo por duas vezes:
abril a junho de 1980;
maio de 1982 a janeiro de 1983, quando Dr. Alfeu renunciou para disputar vaga na Câmara dos Deputados.

Nos anos 1990, ampliou sua atuação para o Estado. Foi deputado estadual suplente, assumindo mandatos em 1993, 1995 e, em seguida, eleito para o período 1995–1998, consolidando sua presença na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Candão foi, por décadas, considerado referência no diálogo político regional, frequentemente lembrado por articulações junto ao Governo do Estado, obras estruturais e parcerias institucionais. Entre seus apoiadores, era reconhecido como defensor de pautas do desenvolvimento local.

Em homenagem espontânea no Facebok, o jauense João Sérgio Pelegrina Minharro escreveu: “Grande herói que batalhou muito pela duplicação Jaú–Itirapina. Mas foi esquecido ao vento. Dr. Candão, vizinho da Quintino Bocaiúva, descanse em paz. Obrigado por tudo o que fez por Jaú.”


Trajetória também marcada por investigações

A longa atuação de Candão à frente da Santa Casa de Jaú, onde foi provedor entre 1982 e 1995, também registrou episódios controversos. Em 2001, o Ministério Público denunciou o ex-deputado e ex-dirigentes da instituição por suspeita de desvio de recursos entre 1987 e 1994, estimados à época em cerca de R$ 1 milhão. O caso ganhou repercussão regional, ficando registrado como uma das fases mais difíceis da gestão hospitalar naquele período. Apesar da controvérsia, Candão continuou atuando na advocacia e manteve participação na vida pública até seus últimos anos, preservando influência e respeito entre diversos grupos políticos da cidade.


Repercussão oficial

A Câmara Municipal de Jahu divulgou nota de pesar, assinada pelo presidente Jefferson Vieira, destacando o legado do ex-prefeito:

“Figura marcante na advocacia e na vida política de Jahu e do Estado de São Paulo, Candão deixa um legado de trabalho e dedicação à vida pública.”

O texto também relembra suas funções no Legislativo, no Executivo e na Assembleia Legislativa, registrando condolências aos filhos Maria Aparecida, Candido, José Luiz e Luciana, e aos demais familiares.


Despedida

Com trajetória extensa, presença firme na política e participação decisiva em momentos importantes da história recente de Jaú, Candão parte deixando um capítulo expressivo da vida pública local. Seu velório reúne lideranças, familiares e moradores que, de diferentes formas, acompanharam seus mais de 50 anos de atuação.

O sepultamento acontece às 13h, no Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula.