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Centro POP em Jaú gera repercussão negativa e noradores do Jardim Rosa Branca demonstram medo e insegurança

“Eles ficam esperando os moradores chegarem em casa e cercam no portão. Fazem suas necessidades onde estão. Cadê a segurança? Cadê a viatura passando?”

Centro POP em Jaú gera repercussão negativa e noradores do Jardim Rosa Branca demonstram medo e insegurança
fOTO: SECOM JAHU
Publicado em 20/06/2025 às 8:57

A reclamação mais contundente veio a público no dia 17 de junho, em uma postagem nas redes sociais da moradora Bia Coletti, que desabafou sobre o perigo de andar pelo bairro

Menos de 15 dias após o início do funcionamento do novo Centro POP em Jaú, a repercussão entre moradores do bairro onde ele foi instalado, o Jardim Rosa Branca, é fortemente negativa. O equipamento público — criado para oferecer apoio a pessoas em situação de rua — tem sido alvo de diversas críticas por parte da população local, que denuncia episódios de insegurança, medo e perturbação da ordem pública.

A unidade foi transferida da região central da cidade para um prédio localizado na Rua Eduardo Bertachini, a mais de três quilômetros do centro. A mudança incluiu a instalação do Abrigo Emergencial de Inverno no mesmo espaço, funcionando todas as noites com jantar, pernoite, banho, kit de higiene, cobertor e café da manhã.

Desde então, o cotidiano dos moradores da região mudou — e não para melhor, segundo inúmeros relatos. A reclamação mais contundente veio a público no dia 17 de junho, em uma postagem nas redes sociais da moradora Bia Coletti, que desabafou:
“Está cada dia mais perigoso o bairro. Moradores de rua tomando banho pelado em via pública, sujeira na praça, gritaria e briga de madrugada. Eles batem nas casas pedindo roupa, jogam roupas nos bueiros, batem nos portões fazendo arruaça. Temos muitas pessoas de idade no bairro que estão apavoradas.” Ela concluiu o apelo pedindo ao prefeito Ivan Cassaro que transfira o centro para um local afastado.

Dois dias depois, no dia 19, a página “Plantão da Notícia” ampliou o debate, cobrando o prefeito e os vereadores por uma solução. Desde então, dezenas de moradores têm se manifestado publicamente, compartilhando experiências e apontando problemas que afirmam ter se intensificado com a presença do equipamento no bairro.

Relatos de medo, sujeira e sensação de abandono

Diversas postagens denunciam situações de desrespeito à convivência e violação do espaço público. Há quem relate ter encontrado fezes humanas em praças, roupas espalhadas em bueiros e lixos revirados diariamente. Outros apontam episódios de intimidação ao tentar entrar em casa ou ao circular pelas ruas à noite.

A moradora Adriana Christianini Ruggeri declarou:
“Eles ficam esperando os moradores chegarem em casa e cercam no portão. Fazem suas necessidades onde estão. Cadê a segurança? Cadê a viatura passando?”

A indignação ganhou tom político nas falas de Érica Pury, que questionou a atuação da Câmara Municipal:
“Quem foi o vereador que votou contra o projeto de devolver essas pessoas para suas cidades? Eles têm direito de ir e vir, e a população fica como?”

Algumas manifestações apontam propostas alternativas, como a de Rafael Galvão de Castro, que sugeriu criar um sistema em que o abrigo fosse condicionado a algum tipo de atividade laboral parcial. A proposta também envolve controle de horário e rotina como forma de reinserção social.

Centro Pop: função social e localização controversa

A Prefeitura justificou a mudança do Centro POP para o Jardim Rosa Branca com a intenção de melhorar a estrutura de acolhimento, incluindo a oferta do pernoite — algo que não existia na antiga unidade, que funcionava apenas durante o dia, no prédio do antigo Nosso Lar, no centro da cidade.

Entretanto, críticos apontam que a distância do novo local prejudica justamente aqueles que mais precisam: a população em situação de rua que permanece no centro, onde busca doações, trabalho informal ou abrigo em locais públicos. Segundo estimativas, a caminhada entre o centro e o novo endereço pode levar até 40 minutos.

Impacto urbano e falta de diálogo

Entre as dezenas de comentários nas redes sociais, uma queixa recorrente é a falta de diálogo entre o poder público e a comunidade antes da instalação do centro. Muitos moradores afirmam não ter sido informados nem preparados para as mudanças no cotidiano e na convivência do bairro. A moradora Isabel Cristina de Antônio, que vive há mais de 40 anos na região, afirmou:
“Nos sentimos em cárcere privado dentro de nossas casas.”

A Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de alteração da localização do Centro POP, tampouco respondeu publicamente aos questionamentos feitos pela comunidade.

Enquanto isso, a tensão segue crescente no Jardim Rosa Branca, com moradores cobrando medidas urgentes para garantir segurança, ordem e respeito ao perfil residencial do bairro. A expectativa é que o tema chegue ao Legislativo Municipal nos próximos dias, pressionando por uma solução que concilie os direitos da população em situação de rua com o direito à tranquilidade dos moradores.

POSTAGEM DE BIA COLETTI, DIA 17/06

https://www.facebook.com/bia.colletti.3/posts/pfbid05j3Zb4fYpkoxXUA4nMxf247foU8Sgq2Nu5pp7hpXc1jqc8cgJhiFu6BNTHwEDDADl

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(12) MORADORES DO ROSA BRANCA, EM JAÚ, DENUNCIAM… – Plantão de Notícia | Facebook

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