SÃO SILVESTRE

Etíope Muse Gizachew surpreende no fim e vence a 100ª São Silvestre; brasileiro volta ao pódio

Na elite feminina, a vitória ficou com a tanzaniana Sisilia Panga, que confirmou o favoritismo e conquistou o título da 100ª São Silvestre com o tempo de 51min08s

Etíope Muse Gizachew surpreende no fim e vence a 100ª São Silvestre; brasileiro volta ao pódio
Reprodução TV/Gazeta Esportiva dos vencedores
Publicado em 31/12/2025 às 9:33

Na elite feminina, a vitória ficou com a tanzaniana Sisilia Panga, que confirmou o favoritismo e conquistou o título da 100ª São Silvestre com o tempo de 51min08s

A Corrida Internacional de São Silvestre chegou à sua histórica 100ª edição na manhã desta quarta-feira (31) e encerrou o calendário esportivo de 2025 com emoção até os metros finais. Na prova masculina de elite, o etíope Muse Gizachew protagonizou uma arrancada decisiva na Avenida Paulista, ultrapassando o queniano Jonathan Kamosong nos instantes finais para conquistar o título, segundo relato da Gazeta Esportiva, ligada à organização da prova.

Gizachew cruzou a linha de chegada com o tempo de 44min28s, seguido por Kamosong, que completou a prova em 45min06s. O brasileiro Fábio Jesus Correia garantiu a terceira colocação, também com 45min06s, recolocando o Brasil no pódio masculino da principal corrida de rua do país.

A prova começou em ritmo intenso, com o queniano Wilson Maina apostando em uma largada forte, estratégia semelhante à adotada na edição anterior. No entanto, o desgaste apareceu antes do quinto quilômetro, permitindo a aproximação de um grupo formado por corredores africanos e pelo brasileiro Fábio Jesus.

A disputa pela liderança passou então a envolver Jonathan Kamosong e Reuben Poguisho (Quênia), Joseph Panga (Tanzânia) e Muse Gizachew (Etiópia). Já nas proximidades do Teatro Municipal, Kamosong assumiu a ponta e manteve o controle da prova, inclusive na tradicional e exigente subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Quando a vitória queniana parecia encaminhada, veio a reviravolta. Já na Avenida Paulista, Muse Gizachew lançou um forte sprint final, superou o rival e confirmou a conquista da edição centenária da São Silvestre. William Kibor terminou em quarto, e Reuben Poguisho fechou o top 5.

Pódio da elite masculina:
1º Muse Gizachew (Etiópia) – 44min28s
2º Jonathan Kamosong (Quênia) – 45min06s
3º Fábio Jesus Correia (Brasil) – 45min06s


Sisilia Panga vence entre as mulheres; brasileira repete pódio

Na elite feminina, a vitória ficou com a tanzaniana Sisilia Panga, que confirmou o favoritismo e conquistou o título da 100ª São Silvestre com o tempo de 51min08s, conforme dados publicados pela Gazeta Esportiva. A atleta assumiu a liderança ainda na primeira metade da prova e seguiu soberana até a chegada, na Avenida Paulista.

A largada foi equilibrada, sem disparadas iniciais. Logo nos primeiros quilômetros, Cynthia Chemweno (Quênia), Sisilia Panga (Tanzânia) e a brasileira Núbia de Oliveira se destacaram do pelotão e passaram a comandar a disputa. Pouco antes da metade do percurso, Panga ultrapassou Chemweno, abriu vantagem e não foi mais ameaçada.

Mesmo com o bom desempenho de Núbia de Oliveira, o Brasil manteve o jejum de títulos na prova feminina. A atleta de 23 anos chegou em terceiro lugar, com 52min42s, repetindo o feito do ano anterior e garantindo novamente o posto de melhor brasileira da competição.

Classificação da elite feminina:
1º Sisilia Panga (Tanzânia) – 51min09s
2º Cynthia Chemweno (Quênia) – 52min31s
3º Núbia de Oliveira (Brasil) – 52min42s


Edição histórica

Considerada a mais tradicional prova de rua do país, a São Silvestre reuniu cerca de 55 mil participantes em sua edição centenária, com largada e chegada na Avenida Paulista. Além das elites masculina e feminina, a programação contou com provas para atletas PCDs, cadeirantes e o tradicional Pelotão Geral.

Em homenagem aos 100 anos da corrida, a Câmara Municipal de São Paulo concedeu à São Silvestre a Salva de Prata, em sessão solene realizada no último dia 12 de dezembro. A honraria foi entregue à Fundação Cásper Líbero, entidade responsável pela organização do evento.