CASO HEITOR
HEITOR: Caso de bebê queimado em creche de Jaú expõe falhas, contradições oficiais e gera comoção regional
Desde a denúncia inicial feita pela família, passando por entrevistas à imprensa, manifestações oficiais da Prefeitura de Jaú e relatos divulgados nas redes sociais, o episódio tem sido marcado por versões conflitantes e pela ausência de respostas objetivas

O caso do bebê de 11 meses que sofreu queimaduras durante um banho em uma creche municipal de Jaú segue gerando forte repercussão, questionamentos públicos e cobrança por esclarecimentos. A criança, identificada como Heitor, permanece internada em estado grave na UTI da ala especializada em queimados do Hospital Estadual de Bauru, sedada e sob cuidados intensivos.
Desde a denúncia inicial feita pela família, passando por entrevistas à imprensa, manifestações oficiais da Prefeitura de Jaú e relatos divulgados nas redes sociais, o episódio tem sido marcado por versões conflitantes e pela ausência de respostas objetivas sobre o que, de fato, aconteceu dentro da unidade educacional.
De acordo com o pai da criança, o vigilante Weslley Macedo do Nascimento, a família só foi comunicada pela creche após o ocorrido, com a informação de que o bebê teria sofrido uma “leve vermelhidão” provocada por água quente durante o banho. No entanto, ao chegar ao Centro Municipal de Educação Infantil Vereador Paulo Gambarini, no Jardim Dona Emília, a mãe constatou lesões mais graves, com bolhas e sinais evidentes de queimaduras nas costas e nas nádegas.
Em entrevista à TV TEM, Weslley afirmou que houve demora tanto na comunicação com a família quanto no acionamento de atendimento de emergência. “Eles poderiam ter chamado ajuda imediatamente, uma ambulância ou o Samu. Meu filho ficou lá sofrendo e disseram que era algo leve, quando não era”, relatou.

Inicialmente, a criança foi levada pela própria equipe da creche ao Hospital São Judas, onde recebeu atendimento e foi liberada. No dia seguinte, diante da piora do quadro clínico, o bebê precisou ser internado na Santa Casa de Jaú. Com o agravamento das lesões, foi colocado em isolamento e, posteriormente, transferido para Bauru, onde segue internado na UTI da ala de queimados.
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) instaurou procedimento para apurar a dinâmica dos fatos e possíveis responsabilidades. Fotos das lesões foram anexadas ao boletim de ocorrência, e exames foram requisitados junto ao Instituto Médico Legal (IML).

Nota oficial e contestação da família
Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Jaú divulgou nota oficial informando a abertura de sindicância administrativa, a comunicação ao Conselho Tutelar e o desligamento da servidora envolvida. Em vídeo divulgado posteriormente, a secretária municipal de Educação, Andréa Galazzini, voltou a se manifestar, lendo um texto previamente elaborado.
No entanto, segundo a família, as informações apresentadas pela gestão municipal não condizem com a realidade enfrentada desde o ocorrido. Em publicações nas redes sociais e em entrevista à Central da Notícia, a mãe de Heitor afirmou que, apesar da gravidade do caso, não recebeu acompanhamento efetivo do serviço social nem apoio concreto do poder público.

Segundo o relato, o contato institucional se limita a mensagens esporádicas perguntando sobre o estado da criança, sem oferta de suporte prático ou assistência às necessidades da família. A mãe também questiona a falta de esclarecimentos objetivos sobre o ocorrido e sobre a condução dos protocolos dentro da unidade.
Outro ponto levantado publicamente diz respeito à existência de câmeras de monitoramento em prédios educacionais. A família e parte da população cobram a divulgação das imagens, caso existam, como forma de esclarecer a dinâmica do episódio. A administração municipal ainda não informou se há registros audiovisuais do momento do banho.
Repercussão e reação popular
O caso ganhou destaque regional, foi exibido pela TV TEM e provocou forte reação nas redes sociais. Comentários de moradores e mães expressam indignação, insegurança e preocupação com a estrutura e a capacitação dos profissionais da rede municipal de ensino infantil.
“Sinceramente não dá para saber o que foi pior: a demora em comunicar a família ou o profissional de saúde que avaliou a criança e mandou de volta pra casa”, escreveu Andrea Cristina Borgo.
“Como vamos deixar nossos filhos na creche, um lugar que deveria ser de confiança?”, questionou Lucélia Nascimento.
“Que despreparo total. Uma queimadura assim deixa sequelas físicas e emocionais”, comentou Mariah Cláudia.
Para além do procedimento administrativo anunciado, a família cobra transparência, respostas claras e ações concretas que garantam segurança às crianças atendidas pela rede municipal. O caso segue sob investigação policial e acompanhamento médico especializado.
Links das reportagens
📺 TV TEM (Facebook):
https://www.facebook.com/reel/747666387966673
📰 G1 – Bebê de 11 meses segue internado após sofrer queimaduras em creche de Jaú:
https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/playlist/videos-mais-assistidos-do-g1-bauru-e-marilia-nos-ultimos-7-dias.ghtml#video-14284671-id
CENTRAL DA NOTÍCIA