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Segunda, 03 de agosto de 2020

Quadrilha da venda on-line envolvendo loja de pneus aplica golpes que chegam a R$ 10 milhões

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01 de Jul 2020 - 11h:22 Créditos: Paulo César Grange, com JC, G1 e Hora H
Crédito: Reprodução SBT

A quadrilha acusada de estelionato por meio de vendas on-line com ramificação em Jaú e que terminou com apreensão de pneus em loja na cidade lesou milhares de vítimas pelo país. O prejuízo estimado é de R$ 10 milhões, segundo a 6ª Delegacia de Investigação sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Policiais prenderam uma pessoa em Jaú e outras sete do ABC Paulista e da Capital. A prisão é temporária, podendo ser prorrogada além dos cinco dias iniciais previstos no mandado. Além dos pneus apreendidos em Jaú, os policiais estiveram numa mansão e levaram uma SUV Jaguar avaliada em cerca de R$ 800 mil.

A ação investiga a loja virtual 123 Importados, suspeita de aplicar golpes pela internet ao vender produtos eletrônicos e eletrodomésticos, mas não os entrega aos compradores. Também há suspeitas de empréstimos fraudulentos no sistema bancário e lavagem de dinheiro. Loja de autopeças e pneus em Jaú seria um dos canais dessa lavagem de dinheiro. Foi nesse estabelecimento na Avenida Ana Claudina que policiais apreenderam produtos na manhã de terça-feira (30/06).


A operação virou notícia nacional, com reportagens da TV Globo e SBT e repercussão em portais e sites de notícias, inclusive  o Jaumais. 

O site HORAH Notícias publicou nesta quarta-feira que “a esposa do acusado e outro familiar seriam donos de empresa de autopeças e pneus usada para lavar dinheiro e que anunciava mercadorias com preços muito atraentes em uma das principais avenidas da cidade”

O JC de Bauru também tem detalhes sobre  quadrilha:

“As apurações começaram em novembro do ano passado, quando integrantes do grupo foram presos por lavagem de dinheiro ao fazer empréstimos e outras operações em bancos usando empresas fantasmas. Na época, foram presas cinco pessoas e apreendidos 50 veículos adquiridos com valores obtidos com a fraude.”

“Após as prisões, de acordo com a polícia, a quadrilha mudou a forma de atuação e passou a oferecer eletroeletrônicos, principalmente televisões, computadores e geladeiras, por valores até 50% abaixo do praticado no mercado. O prazo de entrega das mercadorias girava em torno de 30 a 45 dias úteis.”

“Segundo as investigações, esse prazo dava margem para que os envolvidos sumissem com o dinheiro, sem entregar os produtos. Ainda segundo a polícia, os clientes só podiam fazer o pagamento por boleto bancário, o que dificultava pedido de devolução. Os suspeitos irão responder por estelionato e associação criminosa.”


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