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Sábado, 10 de abril de 2021

Polícia Civil já conhece autor de ataques racistas contra Suéllen e depois libera o 'cara'

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03 de Dez 2020 - 14h:24 Créditos: JC Net
Crédito: Delegado coordenador do SIG, Eduardo Herrera dos Santos, investiga o caso / Foto: Malavolta Jr.

A Polícia Civil, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG), identificou um morador de Bauru de 37 anos como responsável pelos ataques racistas sofridos pela prefeita eleita de Bauru Suéllen Rosim (Patriota). O nome e o perfil dele não foram divulgados pela polícia, que promoveu uma entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira (3). Por conta do crime, que ganhou repercussão nacional, Suéllen esteve na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru, na última terça-feira (1), para registrar um boletim de ocorrência (BO) e prestar depoimento.

As agressões foram postadas no Facebook e também em grupos de WhatsApp, às vésperas e logo após a votação. O homem identificado foi ouvido e liberado. Disse à polícia não ter qualquer relação com a ameaça de morte que Suéllen recebeu, por e-mail.

A partir de um perfil falso, o acusado escreveu em um comentário no Facebook: "Bauru não merecia ter essa prefeita de cor com cara de favelada comandando a nossa cidade. A senzala estará no poder nos próximos quatro anos". Em outra mensagem veiculada por WhatsApp, disse que "essa gente de pele escura, com cara de marginal, administrando a cidade será o fim".

À polícia, o homem que também é negro informou, na tarde desta quarta-feira (2), que tomou a iniciativa para tentar fazer com que integrantes de um determinado grupo fizessem comentários com o mesmo perfil sobre a prefeita para provar que as pessoas são racistas. No entanto, seu objetivo não foi atingido e responderá pelo crime.

Segundo o delegado coordenador do SIG, Eduardo Herrera dos Santos, ele foi liberado porque não houve flagrante, nem havia elementos para o pedido de prisão. Além disso, se colocou à disposição da polícia. “Foram três dias de trabalho ininterruptos. Ele não tinha intenção de se entregar”, afirmou o policial, que também investiga a ameaça de morte.

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