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Sexta, 14 de maio de 2021

Vigilância Sanitária fecha supermercados e Sincomércio protesta

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05 de Abr 2020 - 09h:14 Créditos: JC Net
Crédito: JC Net

Em todo início de mês, a população costuma ir aos supermercados para garantir certo estoque para os dias subsequentes. Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, abril começou com os estabelecimentos recebendo uma quantia considerável de clientes, fato que pode levar às temidas aglomerações. Diante disso, a Vigilância Sanitária autuou e chegou a fechar, ao menos, três lojas do tipo neste sábado (4). O Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Bauru e Região, por sua vez, classificou a medida como "truculenta, indigna e desnecessária".

O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) afirma que a ação se deu porque os supermercados descumpriram o decreto municipal que elenca todas as medidas de enfrentamento à Covid-19. De acordo com ele, alguns locais desrespeitaram a distância mínima de 1,5 metro entre os clientes. Outros pecaram quanto à higienização dos itens de uso coletivo, como carrinhos, e à disponibilização de álcool em gel.

A Ouvidoria da Prefeitura de Bauru registrou diversas denúncias quanto à superlotação em supermercados, o que favorece a proliferação do novo coronavírus.

Ainda segundo Clodoaldo Gazzetta, os locais já tinham recebido uma notificação e a reincidência de ontem poderá levar à multa. "De forma geral, a maioria dos serviços essenciais está de acordo com a lei", acrescenta.

Mesmo assim, o prefeito garante a continuidade das fiscalizações. "Não existe qualquer endurecimento, afinal, apresentamos o mesmo comportamento desde que o decreto entrou em vigor", reforça.

"IMPRATICÁVEL"

Presidente do Sincomércio de Bauru e Região, Walace Sampaio alega que a entidade e os supermercadistas estão em contato permanente com a prefeitura, que estabeleceu normas "impraticáveis", conforme ele próprio descreve. "Exemplo disso é a proibição da venda de produtos a granel, como legumes e frutas", pontua.

Walace argumenta, também, que o prefeito se comprometeu a não multar ou interditar antes de notificar os locais. "Ele descumpriu a sua palavra, além de ter autorizado um ato truculento, indigno e desnecessário", observa.

Para ele, a ação é uma forma de mostrar serviço. "Não tenho qualquer expectativa de reabertura destes supermercados para hoje [ontem] ou amanhã [hoje], por conta de toda a burocracia", finaliza.

A Prefeitura e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) já agendaram uma reunião nesta segunda-feira para buscar medidas conjuntas de correção dos problemas com o objetivo de restabelecer o atendimento à população.

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