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Domingo, 14 de abril de 2024

Professores fazem carreata em Jaú contra volta às aulas no meio da pandemia

Governo prevê o retorno das aulas presenciais em 8 de setembro e enfrentou mobilização em dezenas de cidades

07 de Jul 2020 - 21h:15 Créditos: Paulo César Grange, com Agência Brasil
Crédito: Apeoesp/Divulgação

Com o lema “A vida está em primeiro lugar” e palavras de ordem pedindo para os pais não mandarem seus filhos às escolas enquanto o país estiver em pandemia, professores de Japu fizeram um grande protesto na tarde/noite desta terça-feira em Jaú. A concentração foi na região do Clube Torino, perto do campo municipal, e de lá percorreu ruas centrais e bairros da cidade, avançando até depois das 19h.

Os professores da rede pública de ensino do Estado de São Paulo fizeram protestos como esses em dezenas de cidades. Os protestos ocorreram em forma de carreatas, buzinaços e exposição de faixas.


O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) alega que o retorno das atividades presenciais nas escolas do Estado só deveria ocorrer com a garantia sanitária da comunidade escolar, e com uma redução drástica da pandemia de covid-19.

O governador de São Paulo, João Doria, disse no último dia 24 que as aulas presenciais na rede de ensino do estado voltarão a partir de 8 de setembro, em sistema de rodízio.

Um dos participantes do protesto, o professor Marco Aurélio Catto de Oliveira disse que são várias as causas dessa mobilização. “O Estado não controla nem piolho, vai querer controlar coronavírus nas escolas. As escolas não estão preparadas para respeitar o distanciamento social na sala. Como vai ser? Vai 15 alunos num dia e a outra metade não vai? Vai dar álcool gel, sabonete, as crianças vão estar com máscara? O Estado vai fornecer máscaras?

Um dos áudios ouvidos no carro de som dizia: “Queremos viver. Senhores pais, queridos alunos, colegas professores. Não devemos voltar às escolas enquanto houver pandemia. Pais, não mandem seus filhos enquanto não tiver condições sanitárias e todas as demais condições para protegerem a vida de todos. A vida está em primeiro lugar.”


Em todo o Estado

Texto divulgado pela Agência Brasil sobre o protesto, traz mais detalhes. “O primeiro local que teve de ser fechado foi a escola, e o último a voltar deverá ser a escola. Qual é a base sanitária para o retorno em 8 de setembro? Qual é a base científica?”, questionou a presidente da Apeoesp, a professora Bebel Azevedo Noronha.

A medida irá afetar 13,3 milhões de alunos tanto da rede pública quanto da rede privada, e abrangerá todas as etapas de ensino, do infantil ao universitário de São Paulo. 

Segundo o governo, os alunos voltarão às aulas de forma gradual. Na primeira etapa, prevista para ser iniciada no dia 8 de setembro, até 35% dos alunos poderão voltar às aulas presenciais, respeitando o distanciamento de 1,5 metro. Isso deverá ser feito em forma de rodízio e, com o restante dos alunos seguindo em aulas remotas e online.

As aulas presenciais na rede estadual de São Paulo estão suspensas desde o dia 23 de março como medida de controle da propagação do novo coronavírus. Atualmente, as aulas das escolas estaduais ocorrem de forma remota e online, sendo transmitidas por meio do aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP), plataforma criada pela Secretaria de Educação durante a pandemia do novo coronavírus. Ela também é transmitida por meio dos canais digitais na TV 2.2 - TV Univesp e 2.3 - TV Educação.




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