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Quinta, 17 de junho de 2021

Cassaro publica vídeo e diz que não tem mais leitos para covid: vai sobrar de novo para o comércio

Se continuar dessa forma o comércio vai ser prejudicado, alertou, dando a entender que poderá fechar tudo. As escolas também podem suspender as aulas presenciais

09 de Jun 2021 - 16h:10 Créditos: Paulo César Grange
Crédito: Ivan Cassaro no vídeo de alerta

A "terceira onda" da pandemia apontada pelo JAUMAIS há cerca de duas semanas, com base no acompanhamento dos números da pandemia, finalmente está no discurso de uma autoridade da cidade.

O prefeito de Jaú, Ivan Cassaro, divulgou vídeo nesta quarta-feira no qual fala da Santa Casa de Jahu lotada, da falta de leitos para tratamento de covid e que a "terceira onda" vai prejudicar de novo o comércio. Ele deixa claro que poderá adotar medidas restritivas nos próximos dias.

O prefeito não disse isso, mas a expectativa que após as vendas do Dia do Namorados venha novo decreto restringindo horários e setores na cidade.


OCUPAÇÃO - A ocupação de leitos na Santa Casa de Jagu praticamente dobrou nos últimos dias 30 dias, saltando da casa de 60 para os 115 de hoje, conforme boletim divulgado pela assessoria do hospital. São 53 pessoas na UTI e 62 na enfermaria - não tem mais leitos da rede SUS ou da Prefeitura disponíveis.

O Jaumais já mostrava ontem que o patamar atual se equipara do de fevereiro, quando a cidade teve colapso na rede hospitalar e a maior mortalidade de sua história - média de seis pessoas por dia. Só nos três primeiros meses foram cerca de 300 mortes na cidade.


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No vídeo de hoje, Ivan Cassaro diz que a situação "é mais séria do que a população está imaginando". Citou os vídeos anteriores de alerta no mês de maio e falou sobre a "terceira fase", referindo-se à "terceira onda" já entre nós.

Citou números de atendimento na rede municipal de pessoas com sintomas - de 60 pessoas por dia na semana passada para 180 por dia atualmente. O Jaumais tem monitorado esse índice e lembra que foram mais de 300 pessoas só no fim de semana em busca de socorro no Pronto Atendimento do São Judas.

O número de casos também disparou no fim de maio e início de junho - já está na maior média de toda a pandemia, superando 70 por dia.

Isso reflete na ocupação de leitos. "Ontem foram internadas 23 pessoas, dessas 19 são da nossa cidade. Não tem mais leito, o corredor lotado, e os óbitos infelizmente vão começar a ocorrer", disse o prefeito.

"Se continuar dessa forma o comércio vai ser prejudicado", alertou, dando a entender que poderá fechar tudo. As escolas também podem suspender as aulas presenciais.

Segundo o prefeito, o ritmo do contágio disparou, lembrando que tem muitas festas e festas em edículas, atitude que não é tolerável no atual momento. "Não pode acontecer. A pandemia não terminou. É obrigação minha cuidar da cidade e evitar os óbitos".

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