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Sexta, 14 de maio de 2021

Bancas de calçados: MEI, trabalhadores informais e desempregados podem receber auxílio de R$ 600,00

1 em cada 4 trabalhador do calçado foi demitido

11 de Abr 2020 - 12h:31 Créditos: Paulo César Grange, com Plantão Policial
Crédito: Miro Jacintho, em imagem do programa de auxílio aos trabalhadores informais


O setor de calçados de Jaú vive sua pior crise, com estimativas de que ¼ de toda a mão de obra está cumprindo aviso prévio ou já pararam de trabalhar. As fábricas estão permitidas trabalhar de acordo com decreto do governo estadual por causa da pandemia. Mas com lojas fechadas os pedidos foram cancelados e a demissão chegou forte ao setor

Esses profissionais, no entanto, não se encaixam no auxílio emergencial que o governo federal começou a pagar na quinta-feira.  Apenas tem direito ao auxílio de R$ 600 os trabalhadores informais, que trabalham sem registro, em bancas, por conta ou são microempreendedor (MEI).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Jaú, tanto proprietários cadastrados como MEI ou trabalhadores informais (sem registro em carteira) podem pedir o benefício, desde que se enquadrem nas regras abaixo:

  • Ser maior de 18 anos
  • Não possuir renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00)
  • Não receber nenhum tipo de benefício previdenciário (aposentadoria, prestação continuada, pensão, etc.)

Desempregados e sem seguro

Receberão o benefício os sapateiros que estão desempregados, não estiverem recebendo Seguro-desemprego e não possuir benefícios previdenciários. Além disso, não podem ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).

- O benefício é de R$ 600 e limitado a duas pessoas de uma mesma família. A mãe chefe de família (sem marido ou companheiro) tem direito a duas cotas do auxílio, no total de R$ 1.200

– Duas pessoas de uma mesma família podem acumular benefícios: um do auxílio emergencial de R$ 600 e um do Bolsa Família

– Quem receber o Bolsa Família e se encaixar no critério do benefício emergencial, vai receber o que for maior

O pagamento do auxílio começou no dia 9 para quem está no Cadastro Único (CadÚnico) do governo, e no dia 16 para quem não está no cadastro. Mais de 32 milhões de trabalhadores já se inscreveram pelo site da Caixa ou pelo aplicativo de celular.

1 em cada 4 trabalhador do calçado foi demitido

Reportagem do site Plantão Policial, do radialista Luiz Monteiro, traz entrevista com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Jaú (sapateiros), Miro Jacintho.

Ele diz que pelo menos oito grandes indútrias de calçados já estão demitindo funcionários. Miro alerta que um em cada quatro trabalhadores na área, com carteira assinada, está demitido e  cumprindo aviso prévio.

 "Ao todo, são mais de 800 calçadistas que estão desempregados”, diz o sindicalista, citando uma estimativa, mas que pode ser maior, tendo em vista as demissões em fábricas menores e bancas. Sobre a retomada da produção e melhor do nível do emprego, Jacintho comenta:

"Vai depender do andamento das coisas. Caso haja uma reviravolta, as indústrias poderão suspender os avisos prévios e evitar as demissões. Mas no atual quadro, as demissões persistem.”

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