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Sexta, 04 de dezembro de 2020

Indeferida chapa de vereadores de partido que Paulo de Tarso “tomou” de Rafael

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11 de Out 2020 - 23h:22 Créditos: Paulo César Grange
Crédito: Nomes dos vereadores inscritos pelo PODEMOS, que acabou tendo o pedido indeferido

A juíza eleitoral Betiza Marques Soria Prado, que responde pelo acompanhamento do processo em Jaú, indeferiu o registro do partido PODEMOS em decisão anunciada na sexta-feira, dia 9 de outubro. Diante do indeferimento, o partido não poderá concorrer e todos os candidatos a vereadores indicados pelo partido ficam fora do pleito municipal em 15 de novembro. O PODEMOS não respeitou a regra de inscrever 30% de candidatas mulheres.

O partido não se manifestou ainda sobre a decisão judicial – o próprio site DivulgaCand  do Tribunal Superior Eleitoral, não atualizou a informação do indeferimento no fim de semana, mantendo a posição “aguardando julgamento” para todos os candidatos.

Existe a possibilidade de recurso, mas não é certeza que vá ocorrer. O partido em Jaú está “nas mãos” do candidato a prefeito Dr. Paulo de Tarso - desde fim de agosto é presidido pela esposa do médico, Eliana Célia. O PODEMOS era ligado ao prefeito Rafael Agostini e tinha como presidente na cidade o advogado e ex-secretário de Economia, Luis Vicente Federici, pelo qual chegou a cogitar ser pré-candidato a prefeito. O partido inativou Federici e nomeou Eliana.

De uma última o PODEMOS foi para o lado de Paulo de Tarso, ajudando o candidato a aumentar seu tempo na propaganda política em rádio e TV em 19 segundos no total de 1min45. Entre os candidatos indeferidos estão pessoas próximos ao prefeito, incluindo o vereador Wagner Brasil de Barros, que foi secretário de Saúde no início da atual gestão.

Dentre os candidatos fora da briga, o maior “baque” é mesmo em Wagner Brasil de Barros, que fica impedido de concorrer ao terceiro mandato. A chapa foi inscrita com sete candidatos, mas apenas uma mulher, o que desrespeita a legislação que prevê número mínimo e máximo para cada gênero – ou seja, deveria ter 30% de candidatas mulheres, no caso pelo menos duas. O Jaumais não conseguiu contato com o vereador e nem o partido para falar sofre o assunto.


Decisão da Juíza

A decisão da juíza Betiza Prado está no site do TSE e diz que “houve descumprimento por parte da agremiação quanto ao número de vagas para candidaturas por gênero”.  O partido teria pedido “dilação” de prazo, o que foi recusado por, segundo a juíza, porque “inexiste previsão normativa”. Também aponta que uma eventual dilação poderia levar a tentativa de registro de candidaturas fora do prazo sem previsão de nomes na convenção partidária.

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