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Segunda, 04 de julho de 2022

A RUA MAJOR PRADO DE OUTROS TEMPOS – 32

11 de Nov 2021 - 17h:13

Como os leitores já puderam perceber, pela leitura dos outros trinta e um textos já publicados, a principal rua da cidade envolve inúmeros detalhes históricos ao longo dos últimos cinquenta anos que é o período enfocado, uma vez que muitas gerações têm grandes lembranças desse período. A parte mais tradicional, ou seja, a evolução da mesma, desde seu surgimento, será objeto de artigos posteriores. Por enquanto, vamos nos ater àquilo que vivemos, uma vez que os amigos e conhecidos, embora de cabelos brancos, vão nos transmitindo, pois a grande maioria dos fatos não está contida em nenhuma abrangência histórica.

Por isso mesmo permaneceremos naquele espaço atualmente ocupado pelas Casas Pernambucanas e outra grande loja sentido rua abaixo, rumo ao rio Jaú. No texto da semana passada falamos sobre a extinta Farmácia São Paulo, a Fábrica de Varas de Pesca da família Atanásio, Camisaria Maiotto, Coletoria e Posto Fiscal que por ali existiram. Aí com as intervenções do Cau Contador, doutores Sylvio Pollini Júnior e Mário Roberto Attanásio, foi possível estabelecer a cronologia dessas empresas. Pois bem, embaixo do prédio dos Attanásio, que era um sobrado, funcionava a Farmácia São Paulo, uma das mais tradicionais da cidade, com a concorrência da Drogasil, pequena e acanhada, que até aí se chamava Farmasil Paulista, situada na calçada oposta. Quando o senhor Sylvio Pollini faleceu, em meados da década de sessenta, o estabelecimento foi vendido para Augusto Rinaldi que mudou a denominação para Farmácia Jauense.

O amigo Carlos Alberto Contador que passou a infância e adolescência por ali, fez as seguintes observações: “... na parte de baixo do prédio dos Attanásio funcionou, considerando-se a subida da Rua Major Prado e nessa ordem, a Camisaria Maiotto e a Farmácia São Paulo. Quando o antigo proprietário da confecção encerrou as atividades, o senhor Manezinho Maia o sucedeu. Ele era cunhado do dentista Chicô Montealegre, pai do Guga, Paulo Francisco e da professora Vera, que moravam na Rua Tenente Lopes, pouco abaixo do Ateliê do Busnardo...”.

Mais adiante em sua mensagem informa, também, que: “... o Sylvio Pollini pai faleceu em 1963, mas a farmácia permaneceu com a família, sendo administrada pelo Nivaldo Montovanelli e Cláudio Ferracini, que eram os atendentes e auxiliares do velho. O prédio dos Attanásio, por sua vez, foi vendido para a família Mazzei, mais ou menos nessa mesma época, o que motivou o Augusto Rinaldi a levar a farmácia para outro local. Resumindo, meu amigo, até a venda do mencionado prédio, pelo herdeiro Mário, na parte térrea do sobrado conviveram a Farmácia São Paulo, Camisaria Maiotto e, logo depois, a permanência da drogaria ao lado da Camisaria do Manuel de Azevedo Maia. Este comerciante foi um dos pioneiros na fabricação de cuecas com botões de pressão...”. Eram as famosas “samba-canção”, pois ainda não se falava nas modernas cuecas Zorba, cujo nome derivou do famoso filme. Mas, acho que era o começo do progresso chegando a Jaú ainda acanhada, com muitos preconceitos. Coisas de uma outra época.

Em seguida, meu ilustre colaborador avisa que: “... a partir da venda do local, concordo com a informação sobre a instalação da Coletoria e do Posto Fiscal Estadual, prestada pelo Ítalo Poli e confirmada pelo doutor José Nelson Rinaldi que, na época, era funcionário da Estadual. Esses detalhes já constaram do texto anterior. E tem mais. Quando a mencionada repartição – era assim que falávamos – funcionou quase defronte a Casa Contador, ao lado da Sorveteria, ali trabalhou o senhor Romeu Dias, pai do Sinval...”.

E tem mais histórias chegando através dos leitores, como a lembrança dos gregos que foram proprietários do Hotel Jaú. Esse e outros inúmeros detalhes fazem parte de tudo àquilo que um dia foi “a Rua Major Prado de Outras Épocas...”.

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