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Domingo, 28 de fevereiro de 2021

O DIVERTIDO É SER TORCEDOR

12 de Nov 2020 - 09h:26

Futebol, assim como política e religião, são assuntos que nunca figuraram neste espaço, ao longo dos seus quase trinta anos de existência. Afinal, a intenção sempre foi oferecer momentos de higiene mental aos leitores e, jamais, provocar celeumas ou tertúlias.

Mas, desta vez vou abrir uma exceção. Não sou adepto do futebol, não posso deixar de observar os meus amigos e suas reações quanto ao desempenho de suas equipes favoritas e, convenhamos, embora o Palmeiras tenha morrido na praia, no final do ano passado, este ano ele vem desenvolvendo um bom trabalho, com sucessivas vitórias, colocando largos sorrisos nos lábios dos seus torcedores. E sabem onde está o maior reduto de palmeirenses de Jaú? Lógico, naquele salão de cabeleireiros da Major Prado. Capitaneados pelo Rubinho, que, evidentemente, é o mais fanático de todos, o Gersoni - o único barbeiro da turma, até no volante- não ficam atrás. Tanto é que, em meados do último ano, fizeram uma visita ao Parque Antártica para ver, de perto, os troféus da agremiação. Mas, além deles, lá batem ponto outros torcedores, como o Jair, funcionário aposentado da CPFL, que na última segunda feira vibrava com os feitos do seu “timaço”.

   Mas eles não são os únicos simpatizantes do “Verdão”. O bancário- merecidamente aposentado- Antonio Dias de Jesus é outro que, há muitos anos, acompanha a trajetória da equipe, com todas as suas alegrias e tristezas, assim como o professor Celso Antonio Polini, o doutor Wilson Antonio Bernardi e o locutor Antonio Carlos, este, dono de um invejável entusiasmo, até mesmo nas entrelinhas de seus comentários. Mas, um dos maiores torcedores do Palmeiras, Deus já levou. Era o Padre Augusto Sani, o sacerdote que a cidade jamais esquecerá.


   Mas não posso esquecer dos meus amigos corintianos, eternos sofredores, atualmente um pouco abalados pelos desempenhos obtidos por sua equipe. Coisas do futebol, evidentemente, pois amanhã tudo pode mudar. O professor João Nassar Neto, agora ostentando um caprichado cavanhaque- é, sem dúvida, o torcedor número um, capaz de contar episódios engraçados ocorridos por causa de sua preferência ao “timão”. O mesmo se pode dizer do mestre André Luiz Rinaldi, um excelente professor que, volta e meia, é alvo das gozações dos amigos e alunos, as quais ele tira de letra, sem perder a esportiva. Mas, outros três grandes torcedores, entre outros tantos, também merecem ser citados:  o Coelhinho motorista, aliás, um mestre do volante  faz questão de dizer que o seu coração é, mesmo, corintiano; o sempre alegre Ângelo Miras, um dos mais antigos e competentes cartorários da cidade e, evidentemente, o Ameriquinho Pirágine, torcedor compenetrado há mais de trinta anos.

   Mas, também tenho amigos sãopaulinos, sim. São poucos e situam-se entre os mais bem sucedidos e, geralmente, torcem de forma mais discreta, como é o caso do farmacêutico José Francisco Fini, o eterno brincalhão do centro. São poucos os que conhecem a sua preferência futebolística, porque, quando o seu “time” perde, ele muda de assunto. Também é o caso do Roberto Pavan, que pouco discute futebol analisando tudo discretamente, sem alardear as suas satisfações ou decepções. Afinal, todos eles estão sujeitos a um detalhe importante: o resultado interessa, sim, mas no fundo, mesmo, “o divertido é ser torcedor...”


Paulo Oscar Ferreira Schwarz

- Este texto foi elaborado como uma homenagem aos amigos que, infelizmente, Deus já lavou do nosso convívio, deixando em seu lugar imensas saudades.


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