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Segunda, 13 de julho de 2020

COM A PALAVRA OS LEITORES

14 de Mai 2020 - 10h:02

Ao longo desses cinquenta e dois anos de crônicas, é sempre bom saber o que os leitores acharam das abordagens. E, é melhor ainda, quando se pode corrigir alguns pequenos enganos. Foi o caso da recente publicação denominada “Um acontecimento importante”, onde abordei, entre outros detalhes, a visita da Miss Brasil Adalgiza Colombo e o baile de gala que lhe foi oferecido nas dependências do Aeroclube. Naquela ocasião, inúmeras pessoas puderam ter o prazer de dançar com a ilustre visitante e um desses felizardos foi o então jovem Carlos Alberto Barchi, na época com uns dezoito anos e que depois se tornaria renomado médico cardiologista na cidade. Conta ele que o acontecimento faz parte de suas melhores lembranças do tempo de mocidade.

 O hoje bem-sucedido jauense, radicado no Rio de Janeiro, onde é importante personagem do ramo comercial aproveitou para relembrar que a cidade teve um grande destaque na figura de sua irmã Anna Célia Kuntz Navarro, senão como miss, mas como Rainha do Algodão do Brasil. É ele quem conta que o concurso teve lugar na cidade de São Paulo, onde foi eleita. Em Jaú, ela mereceu todos os destaques possíveis, desfilando pelas ruas centrais no carro bordô aberto que pertencia ao então famoso fotógrafo dos grandes acontecimentos, Oswaldo Grossi, e o público jogando confetes.Foi homenageada, também, com um baile especial que aconteceu nos salões do Aeroclube. 

E o Celso prossegue contando que a irmã participou, também, da FIRJA, a Feira Industrial e Regional de Jaú, que era realizada também nos salões do Aeroclube, figurando no estande das Indústrias Reunidas São Jorge, dos Irmãos Chammas, proprietários do Moinho São Jorge. E, como prêmio, foi brindada com uma viagem aos Estados Unidos, com um tour por 10 cidades, ao longo de quarenta dias,acompanhada pela mãe, dona Filhinha Kuntz Navarro que foi, durante anos, colunista do hoje extinto jornal O COMÉRCIO DO JAHU.

Ele conta, ainda, que sua mãe lhe trouxe, da viagem dos “states”, uma legítima calça Lee, numa época, anos sessenta, em que o produto era cobiçado por todos os jovens e sua importação era proibida. O resultado é que se tornou um destaque na cidade, pois ninguém possuía uma igual. “então eu a usava dia após dia e quase dormia com ela. Quando não a usava, ela praticamente vinha atrás, me seguindo. Aquela época, a famosa e inesquecível década de sessenta deixou saudades. Doutor Luiz Felipe de Castilho Filho disse que, em sua mocidade, costumava frequentar todos os bailes e acontecimentos dançantes, mas que, hoje, a terceira idade está detonando a sua memória. 

  Já que o assunto em pauta se refere à famosa década, cumpre registrar as lembranças de vários leitores. A professora Janete Nassar informou que viveu intensamente aqueles anos. Maria Fatima Daniel Muriano garante que sua geração viveu a época ao vivo e em cores. Lembra-se especialmente de um baile denominado Verão Vermelho. José Carlos Costa, o famoso Amarelinho era fã do conjunto Os Incríveis e Sérgio Tabbal Chamatti disse que, quando o assunto são os anos sessenta, ele volta no tempo. Tá aí, são várias histórias, pois “com a palavra os leitores...”

p. preto

Paulo Oscar Ferreira Schwarz


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