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Quinta, 19 de maio de 2022

'O resgate da Cultura no Jahu', sobre Adélio Brovéglio

Por Vicente Bié

14 de Mai 2022 - 18h:14 Créditos: Vicente Bié, diretor do Museu Municipal de Jahu
Crédito: Reprodução/Facebook Vicente Bié

No mês em que Jahu celebrou o seu centenário, Agosto de 1953, ocorreu o I Salão Jahuense de Artes, sob os auspícios da Sub-Comissão Artística, composta pelos artistas e professores Adelio Broveglio, Benedicto Alves Ferreira e Emilio Humberto Taglieri. Mais de 160 trabalhos de escultores, pintores, desenhistas artísticos de todas as cidades da região, exceto Bauru, participaram deste Salão. Dentre eles estavam pinturas e desenhos artísticos do professor ítalo-jahuense, Adelio Broveglio, os quais foram vencedores.

Viajando para o presente, na noite do dia 16 de maio de maio de 2022, na próxima segunda Feira, o mesmo professor e artista, Adelio Broveglio, será homenageado com uma Exposição de seus quadros de pintura a óleo sobre tela, de estilo acadêmico, na atual sede da Secretaria de Cultura e Turismo de Jahu, situada na Rua Tenente Lopes, 350, esquina com a Rua Campos Salles. Tal evento foi elaborado e tem sido organizado pelo Grupo Pro-Cultura Jauense, o qual promete reavivar em nosso município acontecimentos de haute culture, os quais incessantemente fizeram parte de nossa história, colocando Jahu na posição de umas das mais cultas cidades brasileiras do século XIX e de parte do século XX.

É de suma importância que o Prefeito Ivan Cassaro e o Secretário de Cultura e Turismo, Carlos Donisete de Oliveira, estejam apoiando, como de fato estão, este evento de alto nível artístico-cultural em Jahu. Há muito tempo que não ocorre em nossa terra natal nada equivalente quanto ao toque de elegância, à qualidade e ao grau de importância no campo das artes.

Adelio Broveglio, italiano de nascimento, mas de formação brasileira em Latim, Desenho e Humanidades no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia de Lorena, dalí saiu formado para lecionar em outras cidades. A primeira, mineira do Araxá, lugar onde, sob o ocaso dos dias, podia observar os contrastes entre as luzes espelhadas nas mães-d’água e as sombras de um lado a outro dos morros nos vastos horizontes dos Matos Geraes. Doravante, não tinha porque voltar à sua Valenza, terra natal, no Piemonte d'Italia. Mas decidido a descer os montes das Minas Geraes, ancorou no Rio Jacaré-Guaçú em Ibitinga, disseminando seu conhecimento aos jovens ibitinguenses. Uma vez estadualizada a escola desta localidade, estrangeiro não podia mais lá lecionar. Foi quando, já matrimoniado com dona Aurora Dourado, veio para o Jahu para deitar raízes na textura e tintas rossas de seu rico solo, haja vista que aqui recebeu convites para dar aulas na Academia Horacio Berlinck, nos colégios São José e São Norberto e, finalmente, no renomado Instituto Caetano Lourenço de Camargo.

Que os jauenses da atualidade enalteçam o grupo Pro-Cultura Jahuense para que realmente salvem a Cultura no Jahu ainda na aurora desta década!!!!

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