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Sábado, 10 de abril de 2021

‘Qual o Valor da Água Para Você?’: Projeto Pedalágua lança 1º episódio neste dia 15

O acesso ao documentário será pelas redes sociais, com links na página do projeto: Pedalágua

16 de Mar 2021 - 08h:00 Créditos: Paulo César Grange
Crédito: Márcio Martins na Usina Belo Monte no Para´. Foto: pedalagua.com

Agora vai. É assim que o professor de Geografia e gestor ambiental Marcio Francisco Martins fala do lançamento do primeiro episódio do Projeto Pedalágua, que percorreu 13 Estados do País promovendo discussões sobre a escassez da água.  O documentário “Qual o Valor da Água Para Você?” vai ao ar nesta segunda, dia 15 de março, nas redes sociais do projeto. O acesso se dá pela página do projeto: Pedalagua

Segundo Márcio Martins,  “o Pedalágua promoveu uma ciclojornada no ano de 2016 para estimular o debate ambiental buscando sensibilizar o povo brasileiro para questões cruciais e que não são abordadas em nosso cotidiano”. Por meio do cicloativismo, ele percorreu 13 estados do Brasil de bicicleta para conhecer regiões que enfrentam situações ambientais adversas. O objetivo era retratá-las através de documentários a serem disponibilizados para escolas públicas do país.

No Maranhão

(((((((((((((((((((( http://pedalagua.com/tudo-bem-com-voce-governante/ Assista o primeiro episódio “Pedalando pela Transamazônica”)))))))))) 

O “Louco”, como se refere na página do projeto, conta que sempre manifestou interesse em despertar nas pessoas uma atenção especial para as questões ambientais. E tenta entender o porquê de o brasileiro desperdiçar tanta água. Além de professor e cicloativista, ele foi fotojornalista do jornal Comércio do Jahu no início deste século.

Para tirar o Pedalágua do papel “o transporte escolhido foi a bicicleta. Além de mais barato para se realizar uma viagem, ela é um símbolo para as questões ambientais. Além de nos aproximar muito mais das pessoas e seu modo de viver. A bicicleta só agrega valores e pessoas para discutirmos o valor da água.”

“Foram três anos planejando (2012 até 2015), um ano pedalando (2016) e depois (2017 até 2020) aprendendo a fazer um documentário. Para, agora em 2021, ele ser entregue ao grande público”, brinca o professor, citando números baixo de seguidores nos canais Facebook, You Tube e Instagram.

“Como eu não sou um influenciador digital ou um grande articulador das redes sociais, e durante a ciclojornada estava mais interessado em conhecer os lugares do que postar selfie com haschtgas descoladas, paguei o preço do projeto não ter se popularizado”, diz ele.

O acesso às redes sociais se dá pela página do projeto: Pedalagua


Consciência coletiva - Quando voltei pra casa, onze meses depois, passei a estudar um pouquinho de roteiro, edição de vídeo e buscar amigos que sonhavam em propor o debate ambiental para o povo brasileiro. Foi chamado de louco.

“Acho que fui um pouco louco sim. Resolvi fazer algo que não sei fazer, e me ‘tornei um documentarista’. Depois percebi que a dificuldade maior não era conseguir reuniões com estúdios e prováveis patrocinadores para fazer um documentário ou ser chamado de maluco que fez curso de mendigo na bicicleta. A maior dificuldade é fazer as pessoas e empresas entenderem que para o assunto água ser debatido, deve existir uma questão de consciência coletiva e consciência política, somente assim debatermos as questões ambientais. Isso é o difícil.”

E prossegue: “Muitas empresas se dizem ambientalmente corretas em sua política de marketing e nas questões internas. Muitos políticos dizem que atuam dentro da legalidade das questões ambientais. A população diz que economiza água, separa lixo, e espera que os políticos façam a coisa certa, porém se esquecem de votar de forma consciente nas eleições seguintes. Água é um bem coletivo. Ou todos pensamos em utilizá-la de forma correta ou alguém ficará sem (geralmente as classes com menor poder aquisitivo).”


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