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Domingo, 14 de abril de 2024

Reunião de servidores públicos pode gerar tensões em torno da proposta de reajuste salarial

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18 de Mar 2024 - 21h:26 Créditos: Redação, co HoraH
Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira, dia 19, uma reunião está agendada para os servidores públicos de Jaú. O encontro, convocado pelo Sindicato dos Funcionários Públicos de Jaú, surge em meio a intensos debates sobre a proposta de reajuste salarial apresentada pelo prefeito Ivan Cassaro, em pleno ano de eleição municipal.

A proposta em questão visa um reajuste de apenas 4,5% nos salários dos servidores municipais. Esta medida, que se limita à reposição inflacionária medida pelo IPCA, tem sido duramente criticada pelos trabalhadores, que almejavam não apenas a correção da inflação do último ano, mas também um ganho real de 15%, além de outros benefícios pendentes.

Reunião dos servidores em 2022

"Infelizmente, essa é a proposta que temos diante de nós, justificada pelas restrições impostas pelo ano eleitoral. Como sempre, são os servidores que acabam pagando a conta", lamentou Edenilson de Almeida, presidente do Sinfunpaem (Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais), em um comunicado distribuído aos servidores.

A assembleia geral convocada para esta terça-feira, às 19h, no salão de festas da Igreja Nossa Senhora Aparecida, será o palco decisivo para o destino dessa proposta. "Quem decide não é o sindicato, é a assembleia", enfatizou Almeida.

A Administração de Jorge Ivan Cassaro apresenta a proposta oficial embasada em diversas considerações, incluindo a concessão de 10,8% no ano anterior e a recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que a revisão salarial, antes do período vedado, se limite à reposição inflacionária dos últimos 12 meses. Assim, o índice proposto de 4,5% é justificado "exclusivamente em razão das vedações eleitorais", conforme explicou Paulo Ivo, secretário de Governo.


Entretanto, a mobilização dos servidores parece ganhar força, com a convocação do sindicato para a participação maciça na assembleia. Uma preocupação adicional é levantada em relação aos comissionados da gestão de Jorge, que também estão sendo convocados para votar. Em anos anteriores, essa pressão sobre os comissionados resultou em uma defesa da proposta do prefeito, muitas vezes em detrimento dos interesses dos servidores de carreira.

A incerteza paira sobre o desfecho desta reunião. Será que a insatisfação dos servidores se traduzirá em uma possível greve, como ocorreu em 2017? Essa é uma questão que somente o desenrolar dos acontecimentos poderá responder. Por ora, os olhares estão voltados para o desfecho desta assembleia, que promete ser um marco na relação entre os servidores públicos e a administração municipal de Jaú.

Greve e 2017

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