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Sábado, 24 de outubro de 2020

Correios decretam greve por tempo indeterminado; Jaú faz mobilização em frente da central

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18 de Ago 2020 - 11h:13 Créditos: Paulo César Grange, com UOL
Crédito: Reprodução 'Tem Coisas Jaú

Os Correios iniciaram nesta terça-feira (18) greve nacional por tempo indeterminado. A informação é que não teve acordo sobre reajustes salariais e reduções em direitos trabalhistas. A categoria se posiciona contra a privatização da estatal, que está em fase de análise pelo governo federal.

Em Jaú, segundo consta, 70% aderiram à greve. O  número mínimo de trabalhadores é mantido por ser serviço essencial. A página "Tem Coisas Jaú" publicou foto de paralisação na frente do Centro de Distribuição. Com a greve fica prejudicada, principalmente, a distribuição das correspondências.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) não há prazo para o fim. A principal reivindicação é a manutenção dos direitos trabalhistas, para que sejam garantidos, além da posição contra a privatização da estatal. 

A Federação diz que foram retiradas 70 cláusulas com direitos, como 30% do adicional de risco; vale alimentação; licença maternidade de 180 dias; auxílio creche; indenização de morte; auxílio para filhos com necessidades especiais; pagamento de adicional noturno e horas extras. 

Segundo texto publicado no UOL, a Federação afirma que a empresa dá lucro e que há uma discrepância elevada entre os salários da diretoria e dos funcionários, com alguns militares nos postos de chefia da estatal chegando a receber salários de até R$ 46 mil enquanto trabalhadores de carreira ainda recebem R$ 1,7 mil por mês. As mudanças na administração ao longo dos últimos dois anos teriam ampliado esse abismo, além de levarem os Correios ainda mais no caminho da privatização.

Situação econômica - A gestão da estatal, entretanto, fala em crise e afirma que a proposta de redução apresentada aos trabalhadores é condizente com o estado financeiro da empresa e a realidade do Brasil. O novo acordo coletivo com o qual os funcionários não concordaram seria uma forma de recuperar o déficit registrado ao longo dos últimos anos nas contas dos Correios, além de aproximar os benefícios dos trabalhadores do que está previsto na CLT.

A ideia seria gerar uma economia de R$ 600 milhões por meio de alterações no adicional noturno e nos períodos de licença maternidade, além de reduzir bônus de férias para 1/3 do salário, ao contrário dos 2/3 que são praticados hoje. Multas e benefícios extras dados ao final do ano seriam extintos, assim como o Vale-Cultura, com a expectativa de que as mudanças, em alguns anos, sejam capazes de reverter as contas negativas da estatal. (Fonte: UOL)

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