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Sábado, 15 de maio de 2021

Comerciantes vão bater de frente com Prefeitura para tentar reabrir restaurante, academia e salões

Estão nos fazendo de bode expiatório. Será que os bares, os restaurantes, as academias, os salões são os causadores da pandemia em Jau ? pergunta Nelson Ulrich, líder da classe

19 de Jul 2020 - 23h:49 Créditos: Paulo César Grange, com Plantão de Polícia
Crédito: Reprodução. Nelson Ulrich, na reunião de sábado com os comerciantes

O site Plantão de Polícia publicou neste domingo que o conflito está instalado entre comerciantes de setores "não essenciais" e a Prefeitura. A promessa é de uma mobilização nesta segunda-feira, dia 20, quando restaurantes, academias e sações de beleza voltam a fechar as portas por determinação do decreto do prefeito Rafael Agostini assinado na última sexta-feira. O Plantão teve acesso a vídeo de representante do grupo que não aceita ser "bode expiatório" do cenário de piora dos casos de covid na cidade. Em sua página, o prefeito diz que quem criou as regras foi o governo do Estado (veja outro lado abaixo).

No site, a informação é que cerca de 30 comerciantes, donos e gerentes de restaurantes, de academias de ginásticas, proprietários de bares e salões de beleza e barbearias  reuniram-se no sábado (18) horas depois de divulgado um novo decreto suspendendo os efeitos do decreto anterior, que permitia as atividades desses ramos de atividades. O novo decreto, divulgado na sexta feira, no começo da noite, determina que restaurantes, praças de alimentação, academias de ginástica, salões de beleza, de estética e barbearias suspendam as atividades e fechem as portas, além de restringir em duas horas todas as atividades não essenciais.  A medida, segundo diz o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus se dá em razão da evolução dos números de óbitos e casos de covid-19 na cidade.

Prossegue o site especializado em notícia policial sobre esse embate comerciantes-prefeitura: "As restrições causaram revolta nos comerciantes dos segmentos afetados, principalmente  donos e gerente de restaurantes.  Em uma reunião... definiu-se uma passeata às 11h (saguão prefeitura) em protesto as restrições impostas. "O ato é covarde. Não podemos nos calar diante dessa canalhice que estão fazendo com os empresários do setor" diz Nilson Ulrich, empresário do setor de alimentação e líder da classe. Segundo ele, na reunião, programou-se uma passeata, nesta segunda feira (20). "Vamos nos concentrar na prefeitura. O prefeito ou seus secretários terá que nos dar uma posição. Ou nos permitem trabalhar, ou fecha geral", diz revoltado  o comerciante.

Ulrich questiona o prefeito Rafael Agostini com relação  as bases em que se apoiou para determinar o fechamento dos restaurantes, das academias, dos salões. "Será que o prefeito tem dados técnicos em mãos para provar que esses segmentos são culpados pela pandemia? Ou será que estão nos usando como bode expiatório pra dizer que estão fazendo alguma coisa?"


PALAVRA DO PREFEITO - "Não foi a Prefeitura quem estabeleceu os critérios para o que abre e o que fecha quando uma cidade tem números de fase laranja. Foi o Plano São Paulo, do Governo do Estado! Quando, há pouco mais de duas semanas os números de Jaú eram de fase verde, embora os da região fossem de fase vermelha, eu segurei tudo aberto com um decreto municipal respaldado pela metodologia do mesmo plano SP aplicada aos dados de Jaú. O problema é que os números de Jaú desta última semana pioraram e não são mais de fase verde, nem amarela: são de fase laranja. Portanto, não tinha como manter aquele decreto, devido à falta de respaldo técnico e jurídico! Repito: não foi a Preteitura de Jaú que inventou as regras do que pode e do que não pode abrir em cada fase."

VÍDEO DO LÍDER DOS COMERCIANTES

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