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Sábado, 15 de maio de 2021

FLEXIBILIZAÇÃO: prefeito pede mais 2 dias para analisar números e pensar em “rodízio” de setores

Quinta-feira vai ter nova reunião e comerciantes esperam alternativa para quem possam abrir

20 de Jul 2020 - 16h:46 Créditos: Paulo César Grange
Crédito: Paulo César Grange // Nelson atende à imprensa após reunião com prefeito.

Jaú pode adotar o rodízio de setores comerciais, de forma a permitir que alguns estabelecimentos não essenciais possam abrir, enquanto alguns essenciais tenham que ficar fechado por um ou dois dias ou ter o horário de funcionamento reduzido. Isso está em estudo por mais dois dias. Essas condições saíram da audiência entre comerciantes e o prefeito Rafael Agostini na reunião desta segunda-feira.

Enquanto isso, os comerciantes que fizeram protesto pelas ruas da cidade até o paço municipal da Prefeitura  vão ter de esperar. O prefeito pediu um  tempo e marcou nova reunião para quinta. Até lá, Agostini deverá se reunir com Ministério Público e Defensoria Pública para propor alguma alternativa que viabilize a reabertura de restaurantes, academias e salões de beleza.

Diante da piora o cenário em Jaú semana passada, o prefeito publicou decreto fechando novamente esses setores considerados não essenciais. O comércio em geral se salvou e pode abrir em horário reduzido. Essas regras estão no Plano SP, do governo do Estado, e devem ser seguidas pelas Prefeituras.


Protesto – Cerca de 300 a 400 pessoas participaram do protesto neste início de tarde, saindo da região do Ginásio Dr. Neves em direção à Prefeitura. Funcionários e empresários dos ramos prejudicados fizeram a passeata pedindo o direito a abrir seus estabelecimentos. Muitos utilizaram o próprio uniforme dos locais e praticamente todos estavam de máscaras, sem no entanto, se preocuparem com o distanciamento.

Uma comissão foi formada e participou de audiência com o prefeito e com o secretário de Desenvolvimento, Carlos Ramos. Na saída, um dos líderes do movimento, Nilson Ulrrich, do ramo alimentício, contou que atendeu ao pedido do prefeito e concedeu dois dias para estudo, análise de números, conversa com promotores para, se tudo der certo, ser elaborado um novo decreto permitindo a reabertura dos setores prejudicados.

CHEGADA DO PROTESTO À PREFEITURA

PROTESTO DURANTE CHEGADA À PREFIETURA : MAIS FOTOS ABAIXO

“Acreditamos que vai nos favorecer sim. Ele (prefeito) nos deu essa esperança.  Caso contrário teremos de tomar outras atitudes”, comentou Nelson. Segundo ele, uma das possibilidades é adotar um sistema de rodízio de setores, vetando a abertura ou reduzindo horário de outros para que restaurantes possam abrir, como também academias, salões e barbearias.

O professor de natação Bill Luchesi, também da comissão que falou com o prefeito, comentou. “Solicitamos que se faça um rodízio com outras empresas. Vamos esperar quinta-feira cedo, outra reunião. Só nós fecharmos as portas é complicado. Ele vai conversar com Ministério Público para ver a melhor opção que daria pra fazer. A expectativa é que melhore os números e ai volte a funcionar.”


Palavra oficial – O secretário Kakai disse que sabe que é preciso manter aberto, mas não dá pra ir contra o Plano SP, lembrando que Jaú fez isso quando os números eram favoráveis. Segundo ele, os números da pandemia em Jaú  precisam melhorar e isso é necessário uma “construção de todos os setores”.

O prefeito Rafael voltou a falar que governantes precisam tomar decisões nem sempre favoráveis. Decisões que não gostam de tomar. “A gente toma decisão de acordo com aquilo que tecnicamente é possível fazer, com dados da Secretaria de Saúde, da Santa Casa e de acordo com a legislação que temos de cumprir.”

Lembrou que quando Jaú tinha números da fase Amarela e o Estado a colocou na fase Vermelha, a Prefeitura manteve vários serviços abertos. “O problema é que os números pioraram para fase Laranja.” Assim, segundo ele, falta respaldo técnico para defender uma abertura gera perante a Justiça.

E reconheceu ser possível adotar o rodízio de setores, de forma a não sobrecarregar o ônus do contágio para poucos. Ele diz que precisa costurar um consenso envolvendo promotor e defensores, além de comerciantes e autoridades da saúde. E buscar “uma decisão que dói menos”, mesmo que não seja a ideal.

LINK DA ENTREVISTA APÓS A REUNIÃO




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