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Sexta, 10 de julho de 2020

Sindicato dos sapateiros de Jaú contabiliza 400 demissões em três dias

Demissões em massa preocupa setor e medo é que verbas rescisórias não sejam pagas

26 de Mar 2020 - 11h:28 Créditos: Paulo César Grange
Crédito: Reprodução

Balanço realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Calçados de Jaú e Região aponta para cerca de 400 demissões até a terça-feira desta semana. Desde segunda-feira a cidade está e quarenta por conta do coronavirus por decisão de decreto municipal e desde terça com base em decreto estadual. Mesmo indústrias estando liberadas para produzir muitas estão dando demitindo sapateiros. 

Diretor do sindicato, Wagner Vieira, disse que de sexta-feira até terça já sabia de 400 demitidos. E o número tende a crescer. Na quarta-feira, em rede social, já se falava em mais 300 demissões. O sindicato está fazendo um levantamento, mas como as rescisões não são obrigatórias na entidade não há como ter um número preciso.

“Os patrões desde sexta-feira (13) já começaram a fazer demissão em massa. Uma fábrica demitiu entre 180 e 200 pessoas. Outra, nos altos da Vila Maria, madou embora entre 150 e 180 trabalhadores. Algumas outras estão dando aviso prévio, férias, licença. Não se é precaução ou atitude equivocada”, disse o sindicalista.

No site da entidade estão alertas sobre as demissões: “Muitas das empresas são velhas conhecidas dos trabalhadores por fecharem as portas de tempos em tempos deixando seus funcionários a ver navios sobre as verbas rescisórias e recolhimentos do FGTS e INSS.”

A orientação é para que o trabalhador demitido por conta da  pandemia para que não assinem nenhum documento sem antes consultar a entidade.

Medidas de ajuda

Segundo ele, o governo precisa criar um pacote de ajuda para que as empresas possam se reerguer e os trabalhadores não fiquem desassistidos. Um dos temores do sindicato é que os empresários não paguem as verbas da rescisão. O presidente do sindicato, Miro Teixeira, diz que o sindicato está à disposição para orientar os trabalhadores no que for preciso. Homologações feitas no sindicato normalmente os direitos são respeitados. Quando é feita fora da entidade, no entanto, costuma-se ter muitos erros e levam o trabalhador a se socorrer via judicial.

 “Na firma onde minha esposa trabalha a empresa preferiu dar férias nessa quarentena pra ver lá na frente o que vai acontecer”, faloou Vieira, considerando precipitação a demissão em massa que se observa. “Tem empresários que estão com problemas na firma, com rastro de sujeira pra trás, estão aproveitando o embalo do vírus  pra fazer dispensa. É lamentável isso.”

Outro lado

Pelo lado do Sindicato das Indústrias (patronal), a orientação para o enfrentamento está no site com uma série de medidas, mas a demissão em massa não faz parte. Dentre as orientações se destaca o afastamento das pessoas que fazem parte de grupos de risco. E ainda: Afastar, sem atestado médico, por 14 dias, trabalhadores infectados; Afastar, sem atestado médico, por 7 dias, pessoas necessitadas de quarentena;Flexibilizar os horários de trabalho para reduzir a concentração de pessoas nos ambientes e também para ajudar a evitar horários de pico no transporte público; Aumentar a disponibilidade de álcool gel 70% nos ambientes; Manter salas arejadas, com todas as janelas e portas abertas, evitando o ar-condicionado.

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