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Segunda, 12 de abril de 2021

AS HISTÓRIAS DOS LEITORES- 10

27 de Fev 2021 - 19h:57

Estávamos na festa de apresentação do Trio Los Angeles quando a professora Jean Marly Sudaia veio falar comigo. Em sua mesa encontravam-se personalidades como dona Mirna Cury Bauab, Libia Mosca e a colunista Vera Lotto, entre outros. Ela recordou, então, um texto que elaborei ha quase mais de trinta anos, relatando um fato ocorrido em meados da década de setenta, no curso de História, na Fundação Educacional de Jaú. Na época o relato foi redigido sem os nomes para preservar os envolvidos. Por inspiração da própria mestra de Inglês, resolvi recontar a história, destacando seus protagonistas. 

Pois bem, a Jean – que também foi minha professora, no mesmo curso de História – era exigente e alguns alunos tinham certa dificuldade em sua matéria. João Nassar Neto, atualmente muito bem casado, era um dos galãs da escola e presidente do Diretório Acadêmico. Ele ia terminar o curso e precisava de uma nota relativamente alta para não enfrentar a dependência. Então, ele e a Mara Carboni tiveram uma ideia: distrair a professora para que o ilustre aluno pudesse copiar o resultado correto. E assim foi feito. Acho até que contaram com a colaboração de outros colegas, pois muitos resolveram rodeá-la no momento da entrega da prova, distraindo-a, enquanto a Mara segurava a prova nas costas para que ele pudesse copiar as respostas. E tudo deu muito certo, com apenas um detalhe: ele tirou nota dez e a colega apenas nove. Afinal, houve tempo para a correção de um detalhe que ela não viu. E todos se formaram tranquilamente, sem maiores problemas.

Ricardo Pesce contou, não faz muito tempo que, quando moleque, gastava suas “manolitas” degustando as raspadinhas do Dito. E ficou a pergunta: o que eram as ditas cujas? A explicação veio do Sérgio de Souza Gomes: “havia na cidade um cidadão, de origem síria, cujo apelido era Zé Feijão, um colecionador inveterado das cédulas desse tipo de moedas. O personagem popular da época frequentava muito o escritório da Rádio Jauense, ainda no sobrado da Rua Major Prado. Ele chegava com um pacote que espalhava sobre a mesa, para trocar as maiores por menor valor. Aí sempre chegava alguém que ligava o ventilador, só para ver as notas voarem. E o sírio, espumando de raiva, falava palavrões em seu idioma original que ninguém entendia. Mas pela forma com que os pronunciava era possível sentir que se tratava de xingamentos...”. Aqui cabe uma explicação quanto às “manolitas”. Segundo o dicionário da Web, a palavra vem de “manola” que, popularmente, seriam as antigas cédulas de um cruzeiro. E as histórias acima narradas aconteceram em meados da década de cinqüenta. Coisas de outros tempos.

José Américo Páscoli fez parte da Banda Marcial e, de vez em quando se manifesta. Quando foram feitos os comentários sobre a Fábrica de Varas dos Attanásio, ele confundiu os proprietários. Depois contou que: “quando meu pai veio para Jaú, transferido do Banco do Brasil de Tupã, em 1946, ele alugou uma casa na Rua Edgard Ferraz, vizinha ao sobrado do senhor Licurgo Capinzaiki, do lado esquerdo de quem desce a rua, quase na esquina com o Jardim de Baixo. Depois ele construiu nossa residência na Rua Major Ascânio, na Vila Brasil, pouco abaixo da porteira. Agora estou convencido que a fábrica de varas nunca pertenceu ao Sarantopoulos do Hotel Jaú. Devo ter encontrado com ele no local, quando ia lá fazer um bico, operando o maçarico para queimar os nós dos bambus e dar acabamento às varas...”.

Sobre o texto que versou sobre a visita de Adalgisa Colombo à cidade, Maria Susana Capinzaiki Carboni contou que, embora adolescente na época, viu a miss bem de perto, uma vez que seu pai era o presidente do Rotary Clube de Jaú, responsável pela festa, promovendo, em sua residência, um coquetel de recepção à celebridade, após sua chegada à cidade. Sérgio A. Martinez, então com quatorze anos, com os neurônios efervescentes diz ter visto bem de perto aquele mulher belíssima. De forma singela, essas são “as histórias dos leitores...”. 

 

P. Preto é Jornalista.

p.preto@hotmail.com

Texto publicado originalmente no Comércio do Jahu anos atrás

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