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Terça, 26 de maio de 2020

Santa Casa de Jaú produz suas próprias máscaras cirúrgicas: 300 por dia

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27 de Mar 2020 - 08h:06 Créditos: Divulgação
Crédito: Divulgação/Luiz Carlos Oliveira

Em tempos difíceis, a saída é reinventar-se. E foi isso que a Santa Casa de Jahu fez em meio a pandemia do Coronavírus (Covid-19). Para driblar a falta de máscaras cirúrgicas no mercado, o hospital começou a confeccionar as próprias unidades.

As máscaras estão sendo produzidas no setor de Costura do hospital por três funcionárias. A equipe recebeu reforço de mais nove pessoas da Lavanderia e da Central de Materiais e Esterilização (CME).

A matéria-prima utilizada é o SMS, conhecido como tecido-não-tecido. Ele é formado por duas lâminas de polipropileno (tipo de plástico) e uma camada antimicrobiana no meio.

“O SMS é usado no hospital para esterilização de caixas e instrumentos cirúrgicos. É um material resistente, aguenta altas temperaturas, não molha e ainda impede o contato do meio externo e interno, formando uma barreira eficaz”, comenta a supervisora da Central de Materiais e Esterilização, Renata Alponte.

A previsão é que a equipe do hospital produza cerca de 300 máscaras por dia. Com a suspensão temporária das cirurgias eletivas e o recebimento antecipado da remessa do mês de abril, o hospital tem a matéria-prima disponível em estoque (12 caixas com 160 placas cada).

De acordo com estimativas do supervisor de Suprimentos da Santa Casa, Carlos Cezário, uma caixa de SMS pode gerar em torno de 4800 máscaras.

A fabricação própria representa uma alternativa à grande demanda do acessório na rotina hospitalar. Só na Santa Casa, são utilizadas aproximadamente 15 mil máscaras cirúrgicas descartáveis todos os meses. Só agora em março, foram 34 mil unidades consumidas.

“Uma caixa com 50 máscaras era vendida a uma média de R$ 5. Hoje, devido a grande procura, estamos com dificuldades para comprar. E quando encontramos, a mesma quantia chega a custar quase R$ 300”, aponta Cezário.

Testes estão sendo feitos para avaliar se as máscaras podem ser lavadas sem sofrer danos e utilizadas novamente. Todas as etapas do processo são acompanhadas pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da Santa Casa.


 

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