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Segunda, 25 de maio de 2020

Governador Dória ameaça interroper previsão de reabertura dos serviços

Isolamento social no estado de São Paulo fica abaixo de 50%

29 de Abr 2020 - 18h:16 Créditos: Agência Brasil
Crédito: Ag BR

O isolamento social no estado de São Paulo, em todos os dias desta semana, foi de apenas 48%, abaixo do considerado satisfatório pelo governo paulista, acima de 50%. Ontem (28), o índice voltou a ser de 48% tanto no estado quanto na capital. Com isso, o governador de São Paulo, João Doria, voltou a ameaçar interromper a previsão de reabertura dos serviços e atividades considerados não essenciais, fechados em todo o estado desde o dia 24 de março, quando teve início o período de quarentena.

“Essa taxa de isolamento de 48% não é um número bom. É um número de alerta para a população, especialmente para a de São Paulo, epicentro dos casos de coronavírus do país”, disse Doria. A cidade de São Sebastião, no litoral paulista, teve ontem a maior taxa de isolamento do estado, em torno de 63%.

“Em uma taxa de isolamento de 48%, não preciso sequer perguntar aos integrantes do comitê [Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, que auxilia as ações do governo paulista em relação à pandemia], não há a menor condição de flexibilização de isolamento e evidentemente com riscos de colapso no atendimento público nos hospitais da capital e da região metropolitana. Se vocês querem sair do isolamento e ter nova fase de isolamento, colaborem. Fiquem em casa”, falou Doria.

O secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, explicou que, quando todos os leitos públicos estiverem esgotados, seguindo a legislação, o governo poderá começar a reivindicar leitos de hospitais filantrópicos. E caso isso também se esgote, a ampliação de leitos poderá ser reivindicada junto a hospitais privados.

Segundo o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, a prefeitura tem criado novos leitos para atendimento de pessoas com coronavírus. Mas eles serão insuficientes, de acordo com ele, se as pessoas não mantiverem o isolamento. “Só na cidade de São Paulo, o esforço da prefeitura criou 3.567 leitos. Desses leitos, 1.337 são de UTI, dos quais 563 já foram entregues”, falou ele. “Se as pessoas relaxarem no isolamento, todo mundo vai ficar doente ao mesmo tempo, e nós, mesmo com esse esforço, não vamos conseguir atender a população. Daí a possibilidade de salvar vidas cai drasticamente”.

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