INVESTIGAÇÃO NA SAÚDE
Pressão popular leva vereador a assinar requerimento e viabilizar abertura de CEI em Jahu
O requerimento foi inicialmente assinado pelos vereadores Dr. Paulo de Tarso, Fábio de Souza, Moretti, Mateus Turini e a vereadora Dani Rodrigueiro.

Tito Coló cedeu à pressão e foi o sexto vereador a assinar, o que viabilizou a CEI. Os que saíram na frente foram Dr. Paulo de Tarso, Fábio de Souza, Moretti, Mateus Turini e a vereadora Dani Rodrigueiro.
A pressão da opinião pública e de páginas nas redes sociais teve um papel fundamental para garantir a abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigará possíveis irregularidades na Secretaria de Saúde de Jahu. O requerimento foi inicialmente assinado pelos vereadores Dr. Paulo de Tarso, Fábio de Souza, Moretti, Mateus Turini e a vereadora Dani Rodrigueiro.
No entanto, necessitava de uma sexta assinatura para ser protocolado. Após grande repercussão, Tito Coló decidiu assinar o documento, garantindo a abertura da investigação. Com isso, outros parlamentares que antes se mostravam resistentes passaram a aderir ao pedido, em um movimento visto por muitos como “politicagem” e tentativa de evitar o desgaste público.
Aqueles que inicialmente se recusaram a assinar e tentaram impedir a investigação foram os vereadores Lampião, Fernando Toledo, Rafaela Hernandez, Magesto, Jefferson Vieira, Marcos Brasil, Márcio Campos, Rodrigo Franco, Jefferson Roda, Hercílio e João Pacheco. A pressão popular fez com que alguns deles mudassem de posição quando já não havia como impedir a abertura da CEI.
Ao longo do dia, mais dois aderiram: Rafaela Hernandez (PL) e Magesto (Podemos). A pressão teve início na página Tem Coisas que só Acontecem em Jahu-SP, seguiu pela Central da Notícia e Jaumais – e mais algumas adesões.
Para entender o caso
A investigação se baseia em um requerimento apresentado pelo vereador Dr. Paulo de Tarso, que apontou divergências nas contrapartidas da Faculdade de Medicina da Unoeste com a Prefeitura. Entre as principais dúvidas está o paradeiro de 240 aparelhos de ar-condicionado que deveriam ter sido repassados ao Município. O secretário de Saúde, Dr. Segura, não soube explicar quem foi responsável pelo recebimento dos equipamentos, onde estavam os excedentes nem apresentar as notas fiscais. A situação levantou suspeitas de possíveis desvios e falta de transparência na gestão dos bens.
O caso já havia gerado discussão na Câmara e movimentação nas redes sociais. Diante da pressão popular, a CEI foi instaurada, com o objetivo de esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.
Repercussão popular
A população não deixou de manifestar sua opinião sobre a postura dos vereadores. Em comentários nas redes sociais, muitos apontaram que a mudança de posição de alguns parlamentares foi motivada pelo receio de desgaste político e pela exposição de seus nomes como opositores da investigação.
“Pressão popular? Não! Medo de perder cargo, medo de sair na rua e escutar umas verdades! Eles dependem de nós!”, comentou Vitor Pereira.
“Agora está certo! Abra-se a CEI, apure-se o fato e aplique-se a lei a quem culpa tiver!”, escreveu Betão Sangeroti.
“O que vale são as seis primeiras assinaturas, o resto é só para pegar carona”, opinou Cris Ormeleze.
Com a investigação garantida, a expectativa é que a CEI traga à tona os detalhes sobre a destinação dos equipamentos e possíveis responsabilidades. O desdobramento do caso agora está nas mãos dos vereadores que conduzirão a apuração. A população, por sua vez, promete continuar acompanhando de perto e cobrando transparência na gestão dos recursos públicos.