Professor aposentado é encontrado morto em casa em Bocaina; suspeito confessa crime e caso é tratado como latrocínio
O carro roubado foi localizado abandonado em uma área rural próxima a um canavial, sendo apreendido para perícia e posteriormente restituído à família mediante procedimentos legais.

Professor aposentado é encontrado morto em casa em Bocaina; suspeito confessa crime e caso é tratado como latrocínio
A cidade de Bocaina amanheceu abalada nesta semana com a morte do professor aposentado João Batista Marangoni, de 64 anos, encontrado sem vida dentro da residência onde morava sozinho, no Jardim São José. O caso, inicialmente registrado como morte suspeita, passou a ser investigado como latrocínio (roubo seguido de morte) após o avanço das investigações da Polícia Civil.
Segundo informações policiais, um sobrinho da vítima decidiu ir até a casa do tio no fim da noite de domingo, após não conseguir contato com ele desde a manhã de sábado. No local, encontrou João Batista caído ao lado da cama, com manchas de sangue pelo chão.
Além da tragédia, familiares perceberam o desaparecimento de uma televisão de 42 polegadas, do aparelho celular e do veículo da vítima, um VW Fox, que não estava na garagem.
A Polícia Militar foi acionada, assim como equipes da Polícia Científica e da Polícia Civil. Como não havia sinais aparentes de arrombamento nem lesões visíveis no corpo, o caso começou a ser tratado como morte suspeita. No entanto, exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Jaú confirmaram posteriormente que o professor morreu por asfixia mecânica, reforçando a hipótese de homicídio durante roubo.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, sob comando do delegado Rodrigo Berbert Pereira, levaram à detenção de um homem de 31 anos, apontado como a última pessoa vista com a vítima. De acordo com a polícia, o suspeito confessou o crime.
O carro roubado foi localizado abandonado em uma área rural próxima a um canavial, sendo apreendido para perícia e posteriormente restituído à família mediante procedimentos legais. A Justiça decretou a prisão temporária do investigado por 30 dias, enquanto o caso segue em apuração.
O corpo de João Batista Marangoni foi velado em Bocaina e sepultado no Cemitério Municipal da cidade.
Comoção e homenagens nas redes sociais
A morte do professor gerou forte repercussão entre ex-alunos, colegas de profissão e moradores da região, que usaram as redes sociais para prestar homenagens e lamentar a perda.
Gilmario Silva escreveu:
“Que pena. Eu perdi meu professor de geografia. Vai com Deus. Deu aula também para meu filho. Meus sentimentos para toda a família.”
Já M.A. Libba, colega de trabalho, recordou a convivência profissional:
“Meus sentimentos aos amigos e familiares. Trabalhamos na mesma escola por muito tempo, na Caetano Lourenço de Camargo. Era uma pessoa de bem com a vida, muito simpático.”
Legado na educação
Conhecido em Bocaina e região por sua atuação como educador, João Batista Marangoni deixa lembranças entre gerações de alunos e companheiros de escola. A violência do crime causou indignação na comunidade, que cobra justiça e lamenta a perda de um profissional respeitado e querido.
lembranças entre gerações de alunos e companheiros de escola. A violência do crime causou indignação na comunidade, que cobra justiça e lamenta a perda de um profissional respeitado e querido.
com informações de Jc Net e Plantão de Notícia