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Tio que matou sobrinho é condenado e reportagem da Central da Notícia é usada pela justiça como prova do crime

A página cita algumas partes do que ocorreu no júri, incluindo a leitura da notícia publicada na época do crime.

Tio que matou sobrinho é condenado e reportagem da Central da Notícia é usada pela justiça como prova do crime
Reprodução Central da Noticia
Publicado em 05/06/2024 às 21:53

Cobertura feita pela reportagem no ano passado foi lida e serviu como uma das provas para condenar o acusado.

A página Central da Noticia, tradicional em Jaú na cobertura de eventos e fatos policiais, publicou hoje o resultado do julgamento do tio que matou o sobrinho. A página cita algumas partes do que ocorreu no júri, incluindo a leitura da notícia publicada na época do crime. Abaixo:

O tio que matou o sobrinho no ano passado (relembre o caso abaixo) foi condenado na tarde desta quarta-feira (05), depois de Júri Popular no Fórum de Jaú e terá de cumprir 12 anos de prisão. O julgamento revelou brigas e problemas entre famílias, o não arrependimento do tio assassino e o pedido de justiça dos familiares.

Acompanhe como foram partes e o final do julgamento na visão de um cidadão jauense que acompanhava o Júri:

O Júri em partes:

– A reportagem da Central da Notícia foi lida pelo promotor Rogério Rocco Magalhães em sua sustentação de acusação;

A irmã da vítima foi ouvida e se emocionou pedindo para que os jurados fizessem justiça. Ela também disse que o tio falava que iria matar o sobrinho.

– Em seguida o promotor sustentou a condenação, por homicídio qualificado, utilizando meio cruel;

– Laudo do perito constatou 17 golpes de facadas, com sinais de crueldade.

– Defesa diz que o réu deve ser condenado por crime de homicídio privilegiado,

– Réu disse que ele era perseguido pela vítima e apanhava há tempos (não foi encontrado nem apresentado registro de ocorrência sobre isso). O tio assassino também disse que já tinha avisado o pai da vítima “que ele estava cansado de apanhar e que isso não iria terminar bem”;

– O tio assume as facadas e lembra que foram de 4 a 5 golpes, (foram 17), mas não assumiu que queria matar.

Promotor sustentou na réplica que não deve ser aceito como homicídio privilegiado, ja que não pode ser considerado como “infelizmente aconteceu” já que foram 17 facadas e a vítima era sobrinho e afilhado do assassino;

– O tio disse que não se arrependeu do que fez;

– A defesa desafiou o promotor a apresentar decisões condenatórias baseada em matéria jornalística;

– Promotor rebateu desafiando para que a defesa apresentasse alguma absolvição em matéria jornalística;

– Defensor fez o uso da tréplica, defendeu a violenta emoção, reconhecendo o assassinato, mas alegando a emoção do momento tenso entre tio e sobrinho;

– 17:11 foi lida a sentença pelo juiz João Pedro Vieira dos Santos e os jurados entenderam pela condenação pelo homicídio qualificado e a pena aplicada foi de 12 anos de reclusão no regime fechado.

A PUBLICAÇÃO ORIGINAL , INCLUINDO O ‘A PUBLICAÇÃO ORIGINAL , INCLUINDO O “LEMBRETE” DO CASO ESTÁ NESTE LINK

Relembre o caso

13/05/23

Tio mata sobrinho com golpes de faca em Jaú

Homem tirou e mastigou a orelha, “engolindo o sangue”

Um homem de 60 anos foi preso em flagrante depois de matar, com golpes de faca, o seu sobrinho, de 36 anos, na tarde deste sábado (13), na rua Santa Catarina, no Distrito de Potunduva, em Jaú.

Prontamente, com ajuda de moradores, os cabos Cavalcanti e Olivieri prenderam o autor do crime, que está na CPJ de Jaú.

O desentendimento entre os dois “vinha de faz tempo”. Após o início da discussão, o homem perseguiu o sobrinho por algumas ruas. A vítima chegou a subir em uma árvore, mas levou o primeiro golpe nas costas.

O tio ainda desferiu outras facadas contra o sobrinho. Segundo fontes ouvidas pela Central, o tio também mastigou a orelha da vítima. “Sei que ele engoliu o sangue, mas não tive coragem de olhar e ver o que fez depois com a orelha”, finalizou uma fonte da Central da Notícia.

Populares tentaram linchar o criminoso antes da vinda do mesmo para o Plantão de Polícia.