LUTO NO CICLISMO
Morre Roberto Panucci, ícone do ciclismo jauense e referência para gerações de atletas
O velório teve início às 6h desta segunda-feira no Memorial Oswaldo Izatto, da Funerária Jauense O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério Municipal de Jaú.

Ex-bancário, campeão e apaixonado pelo esporte, Roberto Panucci construiu uma trajetória de quase seis décadas sobre duas rodas e se tornou uma das figuras mais respeitadas da história do ciclismo em Jaú
O ciclismo jauense perdeu neste domingo (21) um de seus maiores representantes. Morreu Roberto Panucci, atleta que marcou época nas estradas e circuitos de todo o Estado de São Paulo, defendendo equipes de Jaú e colecionando participações em competições importantes ao longo de quase 60 anos de dedicação ao esporte.
A notícia foi divulgada pelo irmão, Mário Panucci, por meio das redes sociais. Roberto completaria 77 anos no próximo dia 29 de junho. “Meu irmão Roberto Panucci faleceu nesta noite de domingo”, escreveu Mário ao informar também os horários do velório e sepultamento. A filha, Marina Panucci, também comunicou o falecimento em mensagem enviada a páginas locais de divulgação de óbitos.
O velório teve início às 6h desta segunda-feira no Memorial Oswaldo Izatto, da Funerária Jauense, na Rua Rangel Pestana, ao lado do Hospital São Judas. O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério Municipal de Jaú.

Uma vida dedicada ao ciclismo
Nascido em 29 de junho de 1949, Roberto Panucci iniciou sua trajetória no ciclismo quando ainda era jovem. Paralelamente à carreira esportiva, formou-se em Técnico em Contabilidade pela Academia Horácio Berlinck e construiu uma sólida carreira profissional na Caixa Econômica Federal.
Entre 1976 e 1996, atuou como gerente de núcleo da instituição financeira. Após a aposentadoria, passou a dedicar ainda mais tempo ao esporte que sempre foi sua paixão.
Nas décadas seguintes, tornou-se presença constante em provas da Copa São Paulo de Ciclismo, Voltas ciclísticas pelo interior paulista, Jogos Regionais, Jogos Abertos do Interior e diversas competições estaduais. Seu nome passou a ser associado diretamente à história do ciclismo de Jaú, sendo lembrado tanto pelas conquistas quanto pelo companheirismo e incentivo aos atletas mais jovens.

Resultados que ficaram na memória
Ao longo da carreira, Panucci acumulou resultados expressivos. Em registros históricos preservados por ciclistas da cidade, aparece entre os principais colocados de provas tradicionais.
Uma das imagens mais lembradas foi publicada em 2023 por ele próprio em seu Facebook e retrata a prova de aniversário de Jaú, realizada em 17 de agosto de 1969. Na ocasião, Panucci correu ao lado de outros ícones, como Godoi, de Piracicaba, Dineu (Jaú ) e Ademir, de Campinas, além de Maciel, de Jaú, outro ciclista que já se foi.

Outro resultado marcante ocorreu em São Caetano do Sul, em 4 de junho de 2000, quando terminou na segunda colocação de uma importante prova da categoria, atrás apenas de Roberto Barbosa.
Entre suas conquistas mais importantes está também o título da categoria Master B da Copa São Paulo de Ciclismo, consolidando seu nome entre os grandes atletas do ciclismo paulista.

Respeito e admiração
A notícia da morte provocou grande comoção entre ciclistas, ex-companheiros de equipe e amigos que compartilharam décadas de treinos, viagens e competições.
Muitos destacaram que Panucci era uma verdadeira lenda do esporte local, pertencente a uma geração que ajudou a construir a tradição do ciclismo jauense em uma época em que as competições atraíam multidões para as ruas da cidade.
Entre as homenagens, o esportista Manoel Celso Fernandes escreveu: “Meus sentimentos à família. Vai em paz, grande amigo, companheiro de tantas pedaladas.”
Orlandinho Moretto, da Medley Sports Jaú, destacou a importância do atleta para o esporte local: “Nossos sentimentos à família desse ícone do ciclismo jauense.”
Já o pastor Luiz Henrique Ventura ressaltou o legado deixado por Panucci: “Descanse em paz. O ciclismo perde um grande atleta e um grande homem. Meus sentimentos a todos os familiares e amigos nesse momento tão difícil.”

Um nome que atravessou gerações
Para os amantes do ciclismo em Jaú, Roberto Panucci representava muito mais do que resultados e troféus. Seu nome atravessou gerações, acompanhando a evolução do esporte desde os anos 1960 até os tempos atuais.
Companheiros de pedal lembram que muitos dos atletas que dividiram com ele as estradas paulistas já partiram, tornando ainda mais valioso o legado deixado por uma geração que ajudou a escrever alguns dos capítulos mais importantes do esporte na cidade.
Casado com Maria Helena, Roberto Panucci deixa familiares, amigos e uma legião de admiradores que continuarão lembrando sua dedicação ao ciclismo, sua disciplina e sua paixão pelas bicicletas.
Com sua partida, Jaú se despede de um dos grandes nomes de sua história esportiva. Seu legado, porém, seguirá vivo em cada prova, em cada grupo de ciclistas e nas lembranças daqueles que tiveram o privilégio de pedalar ao seu lado.