MORTE NA AVENIDA
Morte de morador de rua conhecido como “Nego” mobiliza moradores, PM e Bombeiros no Jardim Novo Horizonte
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e as circunstâncias da morte ainda devem ser esclarecidas

Figura conhecida na região, ele vivia nas ruas e costumava dormir nos canteiros da avenida; corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira (23)
A morte de um morador de rua conhecido como “Nego” chamou a atenção de moradores do Jardim Novo Horizonte, em Jaú, na manhã desta segunda-feira, 23 de fevereiro. O corpo foi encontrado nas primeiras horas do dia na Avenida João Lázaro de Almeida Prado, local onde ele costumava permanecer.
Entre 6h e 7h, equipes do Corpo de Bombeiros já estavam no local após serem acionadas por pessoas que passavam pela avenida e perceberam o homem caído. Inicialmente visto na via, o corpo acabou sendo colocado no canteiro central, próximo a um dos bancos onde ele frequentemente passava noites — e às vezes os próprios dias.
“Nego”, como era conhecido, era figura comum no bairro. Vivendo nas ruas, ele costumava dormir em bancos, no gramado ou nas calçadas da região, quase sempre nas proximidades de um mercado da avenida. Moradores relatam que ele pedia comida com frequência e, muitas vezes, era atendido. Em uma padaria próxima, por exemplo, era comum receber pão dos fregueses ou funcionários.
Apesar da vida difícil, marcada pela fome, pelo frio e pelo consumo constante de bebida alcoólica — quase sempre visto com um “corote” na mão —, ele era conhecido por praticamente todos que circulavam pelo bairro. Alguns lembram que, ao pedir ajuda, às vezes se apresentava como “Antônio” ao tocar campainhas das casas.
O comportamento também dividia opiniões. Em alguns momentos, “Nego” soltava xingamentos e acabava assustando moradores. Outros, no entanto, diziam que ele não fazia mal a ninguém e que apenas enfrentava as consequências da vida nas ruas e do vício.

A morte dele também reacendeu um sentimento de tristeza entre moradores da região, já que não é o primeiro caso de falecimento envolvendo pessoas moradores de rua no bairro.
Nas redes sociais, diversas pessoas manifestaram pesar. Muitos lembraram que, apesar das dificuldades, ele era educado e conversava com quem passava.
“Pensa num cara gente boa. Morador de rua, sempre conversando com todo mundo”, escreveu um morador.
Outro comentário dizia que ele havia sido trabalhador no passado, mas acabou consumido pelo alcoolismo.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e as circunstâncias da morte ainda devem ser esclarecidas. Enquanto isso, entre moradores e conhecidos da região, fica a lembrança de uma figura simples, marcada pela vulnerabilidade e pela presença constante nas ruas do bairro.
Não há informação sobre velório, sepultamento ou se familiares foi informado do ocorrido