JAÚ HISTÓRIA
CONPPAC convoca reunião para analisar demolições, projetos e futuro dos imóveis históricos de Jahu
Um dos pontos mais aguardados da reunião será a apresentação dos estudos técnicos de revisão dos imóveis preserváveis para revitalização e requalificação do chamado quadrilátero histórico de Jahu

O Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Jahu (CONPPAC) realiza nesta sexta-feira, dia 26 de junho, às 14h, sua reunião ordinária de gestão do biênio 2026/2027. O encontro ocorrerá na sede do Sincomércio, localizada na Rua Rolando D’Amico, 381, na Vila Assis, e terá uma pauta considerada estratégica para o futuro da preservação histórica, arquitetônica e cultural do município.
Além dos conselheiros, a reunião é aberta ao acompanhamento da sociedade civil, especialmente de pesquisadores, arquitetos, historiadores, estudantes, representantes de entidades culturais e cidadãos interessados na defesa do patrimônio jauense.
O papel do CONPPAC
O CONPPAC é o órgão responsável por analisar, orientar e deliberar sobre questões relacionadas à preservação do patrimônio cultural do município. Entre suas atribuições estão a avaliação de pedidos de demolição, reformas, alterações em imóveis protegidos, definição de graus de preservação e acompanhamento de políticas públicas voltadas à conservação da memória urbana.
Na prática, o conselho atua como uma instância técnica e consultiva que busca equilibrar o desenvolvimento da cidade com a proteção de edificações e espaços que possuem valor histórico, arquitetônico, cultural ou afetivo para a população.
As decisões tomadas pelo colegiado podem impactar diretamente o destino de imóveis considerados relevantes para a identidade de Jahu, tornando a participação popular um elemento importante no processo de preservação.
O que será analisado
Entre os principais temas da pauta estão solicitações de autorização para demolição de imóveis localizados em áreas protegidas ou classificados como preserváveis.
Um dos processos trata de pedido de demolição de imóvel localizado na Rua Lourenço Prado, nº 764. O mesmo endereço também será objeto de análise de um projeto relacionado à edificação. Outro item prevê a apreciação de pedido de alvará de demolição e certidão para imóvel situado na Rua Quintino Bocaiúva, nº 243. Também será analisada solicitação de autorização para demolição de imóvel localizado na Rua Campos Salles, nº 290.
A pauta inclui ainda pedidos de informações e cópias de documentos referentes a imóveis preserváveis, incluindo um imóvel na Rua Aristides Lôbo Sobrinho, nº 38, e outro localizado na Rua Capitão José Ribeiro, nº 540.
O conselho deverá deliberar também sobre um pedido de alteração do grau de proteção de um imóvel situado na Rua Visconde do Rio Branco, nº 773, além de analisar solicitação para instalação de letreiro luminoso em imóvel localizado na Rua Humaitá, nº 638.
Revisão dos imóveis preserváveis
Um dos pontos mais aguardados da reunião será a apresentação dos estudos técnicos de revisão dos imóveis preserváveis para revitalização e requalificação do chamado quadrilátero histórico de Jahu.
O trabalho pode influenciar futuras políticas de preservação e intervenções urbanísticas na área central da cidade, considerada uma das regiões de maior concentração de edificações históricas do município.
Especialistas destacam que esse tipo de revisão é fundamental para atualizar critérios de preservação, identificar imóveis que necessitam de proteção e estabelecer diretrizes para reformas, restaurações e novos usos das construções históricas.
Participação da sociedade
Entidades ligadas à defesa do patrimônio cultural estão mobilizando a população para acompanhar a reunião. O argumento é que as decisões envolvendo demolições, alterações e revisões de proteção patrimonial afetam diretamente a memória coletiva da cidade.
A preservação do patrimônio histórico não é responsabilidade exclusiva do poder público. O acompanhamento da sociedade civil ajuda a garantir transparência nos processos e fortalece a proteção de bens que contam a história do desenvolvimento econômico, social e cultural de Jahu.
Para os defensores da causa patrimonial, cada imóvel preservado representa um elo com a história da cidade e contribui para a valorização da identidade cultural das futuras gerações. A reunião desta sexta-feira será mais uma oportunidade para que a comunidade acompanhe de perto decisões que podem definir o destino de parte importante da memória arquitetônica jauense.