VIOLÊNCIA NÃO
SindsaúdeJaú repudia agressão a profissionais de saúde e reforça campanha “Saúde Sim, Violência Não”
Embora os profissionais envolvidos sejam representados sindicalmente pelo Sindicato dos Funcionários Públicos de Jaú, o SindsaúdeJaú destacou que a violência contra qualquer trabalhador da saúde atinge toda a categoria.

Sindicato manifesta solidariedade aos trabalhadores agredidos no PA São Judas e destaca que profissionais não podem ser responsabilizados por falhas do sistema de saúde
O SindsaúdeJaú (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú e Região) manifestou repúdio às agressões sofridas por profissionais de enfermagem no Pronto Atendimento do Hospital São Judas, em Jaú, e reforçou a importância da campanha estadual “Saúde Sim, Violência Não”, criada para conscientizar a população sobre o respeito aos trabalhadores da saúde.
A manifestação ocorre após a divulgação da ocorrência envolvendo dois homens que foram detidos pela Polícia Militar, acusados de agredir uma enfermeira e um enfermeiro dentro da unidade de saúde. O caso gerou revolta entre profissionais do setor e reacendeu o debate sobre a violência enfrentada diariamente por quem atua na linha de frente do atendimento à população.
A presidente do SindsaúdeJaú, Edna Alves, classificou o episódio como inadmissível.
“É inaceitável que pessoas que estão nos hospitais e unidades de saúde para cuidar da população sejam vítimas de agressões. Os profissionais da saúde dedicam suas vidas ao atendimento dos pacientes e merecem respeito. Se existe insatisfação com o serviço público oferecido, os trabalhadores da saúde e da enfermagem não podem ser responsabilizados por problemas estruturais do sistema”, afirmou.
Embora os profissionais envolvidos sejam representados sindicalmente pelo Sindicato dos Funcionários Públicos de Jaú, o SindsaúdeJaú destacou que a violência contra qualquer trabalhador da saúde atinge toda a categoria.
“Somos solidários a todos os profissionais da saúde. Independentemente da representação sindical, estamos ao lado dos colegas agredidos e defendemos que casos como esse não fiquem impunes. Quem agride um profissional que está ali para cuidar da saúde das pessoas precisa responder por seus atos. Queremos valorização, segurança e respeito para toda a categoria”, reforçou Edna Alves.
Ocorrência mobilizou a Polícia Militar
Segundo informações divulgadas pelo portal Plantão de Notícia, a Polícia Militar foi acionada pela Central de Videomonitoramento da Prefeitura de Jaú após a denúncia das agressões.
Um dos suspeitos foi abordado ainda dentro da unidade de saúde. O segundo tentou fugir antes da chegada dos policiais, mas foi localizado após perseguição nas proximidades do supermercado Jaú Serve.
Ambos foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde a ocorrência foi registrada. Após a elaboração do boletim de ocorrência, os dois foram liberados e responderão pelos fatos em liberdade, conforme determinação da autoridade policial.
Campanha estadual combate violência na saúde
O caso ocorrido em Jaú reforça a necessidade da campanha “Saúde Sim, Violência Não”, lançada neste ano pela Federação Paulista dos Trabalhadores da Saúde em parceria com sindicatos da categoria em todo o Estado, incluindo o SindsaúdeJaú e o Sinsaúde Campinas e Região.
A iniciativa surgiu diante do aumento dos registros de agressões físicas, verbais, psicológicas e morais contra trabalhadores da saúde em hospitais, clínicas, laboratórios e unidades de atendimento.
Levantamento realizado pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), em 2023, revelou que cerca de 80% dos profissionais entrevistados já haviam sofrido algum tipo de violência durante o exercício da profissão, sendo que quase metade relatou ter passado pela situação mais de uma vez.
Entre os episódios registrados estão agressões verbais, ameaças, empurrões, tapas e até socos praticados por pacientes ou acompanhantes.
Trabalhador não é responsável pelas falhas do sistema
A principal mensagem da campanha é mostrar que os profissionais da saúde não são responsáveis por problemas como demora no atendimento, falta de médicos, ausência de medicamentos ou deficiências estruturais das unidades.
Segundo a Federação Paulista dos Trabalhadores da Saúde, eventuais reclamações sobre os serviços devem ser direcionadas aos órgãos competentes, como secretarias municipais e estaduais de Saúde, administrações hospitalares, conselhos de saúde e demais gestores públicos responsáveis pelo sistema.
Para os representantes da categoria, os trabalhadores são justamente aqueles que enfrentam diariamente as dificuldades do setor e buscam garantir atendimento à população mesmo diante das limitações existentes.
Respeito a quem cuida
O SindsaúdeJaú destaca que a violência contra profissionais da saúde provoca impactos não apenas nos trabalhadores, mas também na qualidade do atendimento prestado à população.
A entidade reafirma seu apoio aos profissionais agredidos no PA São Judas e defende medidas que garantam mais segurança nas unidades de saúde.
A campanha “Saúde Sim, Violência Não” continuará sendo divulgada por meio de materiais informativos, ações de conscientização e mobilizações em defesa do respeito aos trabalhadores que diariamente dedicam suas vidas ao cuidado da saúde da população. COMENTE EM NOSSA PÁGINA – https://www.facebook.com/sindicatodasaude.sindsaude/posts/pfbid02mdKKSvzLPtf6BaTea6TfxjVYLa7UWuULJtNyvqGeqXbEWM5s5nkKiLHNz4ou5nwBl