PRÉ-CAMPANHA

Haddad recebe cobranças de gestores e sindicalistas da saúde durante passagem por Jaú

De Jaú, Haddad levou pedidos de duas importantes instituições hospitalares: Hospital Thereza Perlatti e Santa Casa de Jahu

Haddad recebe cobranças de gestores e sindicalistas da saúde durante passagem por Jaú
Andrei (Perlatti_) e Edna Alves (SindsaúdeJaú) na conversa com Fernando Haddad
Publicado em 28/05/2026 às 16:04

Pré-candidato ao governo paulista ouviu pedidos de reabertura de serviços hospitalares, reforço no atendimento em saúde mental e críticas à falta de investimentos do Estado no setor

Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao Governo do Estado de São Paulo, passou por Jaú nesta quinta-feira para se reunir com lideranças políticas e sindicais da região e apresentar diretrizes de seu plano de governo. O ex-ministro da Fazenda esteve antes em Bauru e, após a agenda em Jaú, seguiu para Botucatu. Nas três cidades, visitou complexos de saúde e instituições acadêmicas, debatendo propostas para o desenvolvimento econômico, social e educacional do Estado. O giro tem como objetivo dialogar diretamente com as bases do interior, ouvir demandas locais e projetar seu mandato, caso seja eleito.

Irineu da Rocha e Edna (SindsaúdeJaú) com dirigente do Hospital Perlatti

De Jaú, Haddad levou pedidos de duas importantes instituições hospitalares. Do Hospital Thereza Perlatti, recebeu das mãos do gestor da entidade, Andrey Negroni Martins, e da presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú, Edna Alves, um documento solicitando que o Estado reveja a decisão e reabra o setor de atendimento feminino da unidade. O Perlatti também fez outros pedidos para ajuda ao hospital. Também ouviu de Edna um apelo para que sejam priorizados recursos destinados ao fortalecimento dos hospitais psiquiátricos, ampliando o atendimento a pacientes com transtornos mentais.

O provedor da Santa Casa de Jahu, João Lameza, também entregou documento ao pré-candidato, solicitando apoio para a abertura de um setor já concluído fisicamente, mas que ainda depende de respaldo financeiro do Estado para entrar em funcionamento.

“Estamos pedindo ao candidato a governador que nos auxilie com a alta complexidade. Já entregamos a pasta com a documentação e esperamos ser atendidos, para que possamos resolver esse grave problema que temos em nossa cidade e em toda a região”, afirmou.

Gestor o Perlatti entrega documento a autoridades presentes, como a deputada Marina Helou (foto) e a Fernando Haddad

Outras questões

Durante a passagem por Jaú, Fernando Haddad abordou o cenário da educação em São Paulo e afirmou que o Estado perdeu qualidade no ensino. Segundo ele, São Paulo não pode permanecer abaixo da média nacional nas avaliações educacionais. Também criticou a falta de valorização dos profissionais da educação. Pela manhã, em Bauru, ele se reuniu com estudantes da Unesp e relatou ter ouvido diversas queixas, entre elas a redução de recursos destinados ao auxílio estudantil.

Na área da segurança pública, apontou o tema como um dos focos centrais de seu plano de governo e destacou que, segundo levantamentos, cerca de 60% da população considera a insegurança o principal problema do Estado. Haddad criticou a política de segurança do governador Tarcísio de Freitas e afirmou que São Paulo precisa mudar sua estratégia para evitar agravamento do cenário.

Ao falar sobre a relação com os prefeitos, destacou sua experiência como ministro da Educação e da Fazenda, afirmando ter mantido diálogo institucional com gestores de diferentes partidos. “O prefeito não precisa se preocupar. Eu respeito a pessoa e o munícipe”, afirmou, ao comentar como pretende conduzir a relação com os municípios, caso eleito.

Em Jaú, o prefeito Ivan Cassaro (PSD), alinhado politicamente a Tarcísio de Freitas, participou da reunião, assim como prefeitos de Itapuí e Bariri, além de vereadores de diversas cidades da região. Quando da fala sobre a privatização da Sabesp a preço abaixo do valor real e o consequente aumento nos valores da tarifa, alguém da plateia falou que em Jaú também a água foi privatizada e que o valor mínimo é “quase 10% do salário mínimo”. Na verdade fica em torno de R$ 90.00.

Ivan aproveitou a deixa para falar que água de Jaú é uma das mais caras do Estado. Ele herdou a concessão do Saemja ocorrida na época do prefeito Rafael Agostini (então eleito pelo PT, no primeiro mandato – depois foi para o PSB). Ivan chegou a dizer que romperia o contrato, mas levou adiante sua promessa de campanha.

Portal para receber demandas

Haddad informou que deve lançar nos próximos dias uma plataforma digital para receber sugestões e demandas da população paulista.

“É muito aprendizado também, porque as pessoas têm sugestões a dar. Estou ouvindo muitos problemas enfrentados por prefeitos, universidades, institutos de pesquisa, Santas Casas e hospitais públicos. Vamos lançar uma plataforma para que as pessoas possam se comunicar conosco online”, disse.

Segundo ele, as reclamações ouvidas durante a agenda pelo interior vão além da educação. O pré-candidato relatou críticas recebidas de integrantes da Polícia Militar, questionamentos sobre critérios de promoções na corporação e reclamações relacionadas à privatização dos serviços de água.

Ao citar Jaú, mencionou o impacto do contrato de saneamento sobre as tarifas cobradas da população.

Agenda em Bauru

Em Bauru, Fernando Haddad iniciou a agenda regional com visitas à Unesp e ao Hospital das Clínicas, onde debateu educação, ciência e saúde pública. Durante entrevista, defendeu a revisão dos impostos sobre a folha de pagamento como etapa necessária para viabilizar mudanças na jornada de trabalho, incluindo o debate sobre o fim da escala 6×1.

Pré-candidato ao governo paulista, também criticou a situação fiscal do Estado e a política de saneamento do atual governo, apontando preocupação com o aumento das tarifas após a privatização da Sabesp. Haddad destacou ainda a importância de investimentos em universidades públicas e reforçou que educação e saúde são pilares centrais de seu projeto para São Paulo.